Lula lança campanha em São Paulo e destaca Haddad como responsável pelo equilíbrio da economia
Presidente Lula e ministros discutem sucessão em evento privado em Valinhos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu início à informal campanha pela sucessão paulista em um evento privado realizado em Valinhos, São Paulo, com a presença de quatro ministros, incluindo Fernando Haddad, atual ministro da Fazenda e cotado para a disputa.
Durante seu discurso, Lula destacou a importância de Haddad para a estabilidade econômica do país. Quando questionado sobre a possibilidade de Haddad se candidatar, o ministro reiterou que ainda não houve uma reunião formal entre ele, Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para discutir o assunto.
Alckmin, ex-governador de São Paulo e figura proeminente no estado, também recebeu elogios de Lula por suas iniciativas em prol da indústria brasileira. A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), que também estava presente, foi mencionada como uma possível candidata ao Senado, embora não tenha se pronunciado durante o evento.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, atuou como porta-voz do governo e evitou comentar diretamente sobre a sucessão em São Paulo, lembrando que Lula, Alckmin e Haddad chegaram separadamente à visita à Bionovis, uma empresa fornecedora de medicamentos para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Após o evento, Lula e os ministros se dirigiram à 2ª Conferência Nacional do Trabalho em São Paulo.
Defesa do SUS em meio a críticas
No mesmo evento, Lula fez uma defesa contundente do SUS, criticando indiretamente os conflitos no Oriente Médio e a cobertura midiática sobre guerras. Ele enfatizou que o foco deveria estar na proteção da vida, enquanto segurava caixas de remédios fornecidos pela empresa ao SUS, referindo-se a eles como “drones de remédios” e “mísseis para salvar”.
Ainda em seu discurso, Lula fez críticas ao governo anterior, liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, ressaltando que o SUS se fortaleceu durante a pandemia de Covid-19. Ele argumentou que, sem o sistema de saúde pública, o número de mortes teria sido significativamente maior, atribuindo parte das fatalidades à irresponsabilidade das gestões anteriores.
