ABCZ lança certificação para reconhecimento de fêmeas com superioridade genética
ABCZ lança Certificado F1 Max para fêmeas com superioridade genética na produção de leite.
Durante a ExpoZebu 2026, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) introduziu o Certificado F1 Max, uma iniciativa destinada à identificação de fêmeas F1 que apresentam superioridade genética e elevado potencial para a produção de leite.
Esse certificado reconhece animais que resultam do cruzamento entre raças zebuínas e taurinas, desde que cumpram critérios técnicos rigorosos estabelecidos pela entidade.
O objetivo do Certificado F1 Max é valorizar a genética zebuína na pecuária leiteira, proporcionando ao mercado uma ferramenta confiável para a identificação de fêmeas mestiças que possuam desempenho comprovado. Com isso, a ABCZ busca reforçar a qualidade genética na produção de leite no país.
Requisitos do regulamento
Para que uma fêmea F1 receba o certificado, ela deve ter registro de Certificado de Controle de Genealogia (CCG).
Além disso, é necessário que a fêmea seja originária de cruzamentos específicos, como guzerá x holandês (guzolando), guzerá x jersey (guzjer), sindi x holandês (sindolando) e sindi x jersey (sinjer), entre outros grupos genéticos que atendam aos requisitos regulamentares.
Dentre os critérios estabelecidos, é exigido que tanto o pai quanto a mãe apresentem uma Capacidade Prevista de Transmissão (PTA) positiva para leite no ano de concepção do produto.
Adicionalmente, a matriz deve comprovar, através de um Relatório Individual de Lactação (RIL) emitido sem pendências, pelo menos uma lactação com produção superior à média do seu sistema de produção no ano de secagem.
Uma vez que a fêmea atinge essa qualificação fenotípica, a certificação se torna válida de forma permanente ao longo da vida da matriz, independentemente de lactações futuras.
Efeitos e classificações
A exploração da heterose na produção comercial já demonstra resultados significativos, podendo gerar aumentos de 10% a 20% na produção devido à heterozigose, considerado um fator genético relevante. Isso assegura a presença da genética aditiva melhoradora no animal certificado.
A média de produção utilizada como referência será calculada com base nos sistemas de produção estabelecidos pelo Regulamento do Serviço de Controle Leiteiro da ABCZ, que distingue entre Sistema Básico e Sistema Potencializado.
Essa classificação leva em consideração diferentes regimes alimentares, incluindo pasto, confinamento, produção orgânica e a utilização de tecnologias como ocitocina e somatotropina bovina recombinante (bST).
Com intuito de garantir maior precisão nas avaliações, lactações consideradas fora do padrão serão desconsideradas no cálculo das médias.
Inovação na pecuária leiteira
A ABCZ será responsável pela atualização regular da lista de fêmeas aptas a produzir descendentes que cumpram os critérios para o Certificado F1 Max.
Os animais identificados como F1 Max receberão uma marcação específica na perna direita, acima da série única, com um símbolo exclusivo definido pela entidade.
A logo e a identidade visual do Certificado F1 Max foram desenvolvidas pela agência Fórmula P, sob a liderança do publicitário Paulo Fernando. O design reflete a convergência entre tradição e inovação na pecuária leiteira, unindo referências visuais do Zebu e do conceito de cruzamento.
Os certificados incluirão informações sobre a avaliação genética dos progenitores do produto F1, além das chancelas da ABCZ e, quando aplicável, da associação promocional da raça zebuína envolvida no cruzamento.
Criadores interessados na emissão do Certificado F1 Max devem se comunicar com a ABCZ para obter informações detalhadas sobre o processo.
