Docente da Fabico apresenta exposição sobre fragilidade e passagem do tempo
Exposição ‘Tessituras do Adeus’ explora a fragilidade da vida e da morte em Porto Alegre.
A exposição ‘Tessituras do Adeus’ é uma iniciativa da artista visual e fotógrafa Sandra Gonçalves, que está em exibição no Museu de Arte do Paço, localizado em Porto Alegre. Com curadoria de Letícia Lau, a mostra pode ser visitada gratuitamente até 3 de julho, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.
A mostra apresenta um conjunto de fotografias que convidam o público a refletir sobre as complexidades da vida e da morte. Através de suas obras, Sandra busca explorar temas como transitoriedade, tempo e a fragilidade humana, capturando momentos em ambientes hospitalares e outros cenários que ressoam com conceitos de fragilidade e resiliência.
“A produção destes trabalhos é resultado de uma longa travessia, que se transformou num átimo quando o tempo se contraiu no puro agora”, afirma a artista, enfatizando a impossibilidade de controlar o fluxo da vida. A curadora Letícia Lau complementa que cada imagem é uma tessitura de experiências pessoais, refletindo um ritual de despedida que combina fotografias da artista com elementos digitais, criando composições que desafiam a linearidade do tempo.
A exposição propõe uma introspecção sobre o legado humano e a inevitabilidade da morte, temas que permeiam as obras com uma sensibilidade única. Cada fotografia não apenas documenta, mas também provoca questionamentos sobre o significado da existência e as epifanias que nos conectam ao efêmero.
Sobre a fotógrafa
Sandra Gonçalves, natural do Rio de Janeiro, reside em Porto Alegre desde 2005. É professora titular e pesquisadora na área de Fotografia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Com uma sólida formação acadêmica, possui graduação em Comunicação Visual pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além de mestrado e doutorado em Comunicação e Cultura pela mesma instituição, e especialização em Processos Curatoriais pela UFRGS.
Como artista e pesquisadora, Sandra baseia sua produção na fotografia, abordando questões sociais, culturais e ambientais. Sua trajetória artística começou em 2000, com a exposição individual ‘Carvoeiros’ no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. Desde então, tem se dedicado a produzir e exibir trabalhos fotográficos tanto individualmente quanto em coletivas.
