Executivos apontam inteligência artificial como chave para competitividade até 2030
Inteligência Artificial se torna essencial para a competitividade das empresas brasileiras.
A inteligência artificial (IA) deixou de ser vista apenas como uma promessa tecnológica e agora é considerada uma infraestrutura estratégica fundamental para a competitividade das empresas no Brasil.
Uma pesquisa recente revelou que 88% das organizações acreditam que a IA será o principal motor de competitividade até 2030. Além disso, 90% das empresas afirmam que essa tecnologia se tornará um diferencial chave em seus setores.
O estudo também aponta que o mercado brasileiro está entrando em uma nova fase de amadurecimento, onde a experimentação está sendo substituída pela adoção em larga escala. Atualmente, 41% das empresas utilizam IA de forma limitada, enquanto 23% já implementaram a tecnologia em diversas áreas. A expectativa é que, em 24 meses, esse número suba para 51%.
Executivos de diversas empresas estão reconhecendo a importância da IA generativa e agentes como tecnologias estratégicas. Seis em cada dez líderes consideram essas ferramentas essenciais para atender às prioridades de negócios nos próximos dois anos. Essa integração entre tecnologia e liderança está promovendo transformações significativas nas operações empresariais.
Os resultados da adoção de IA já são visíveis, com empresas relatando um aumento médio de 24,5% em eficiência. As áreas que mais se beneficiaram incluem satisfação do cliente, eficiência de processos, redução de riscos e aceleração de lançamentos no mercado. Além disso, 24% dos executivos notaram um aumento na produtividade dos funcionários, enquanto 19,7% observaram crescimento nas receitas devido à tecnologia.
Os investimentos em IA também estão crescendo. Atualmente, 28% do orçamento destinado a investimentos das empresas é direcionado a iniciativas de IA, com previsões de que esse percentual chegue a 45% até 2028. A maioria dos executivos acredita que empresas que não adotarem a IA em larga escala perderão competitividade.
Agentes de IA ganham espaço
A próxima fase dessa transformação envolve os agentes de IA, que podem realizar tarefas específicas de forma autônoma. O estudo indica que 56% das empresas já utilizam agentes em fase de teste ou produção, especialmente nas áreas de atendimento ao cliente, marketing e cibersegurança. A expectativa é que até 2028, a adoção atinja 69% das organizações.
Esse cenário está criando oportunidades para as chamadas Frontier Firms, onde a IA é integrada em todos os departamentos, permitindo que os profissionais trabalhem ao lado de agentes, assumindo papéis de supervisão.
Além disso, a pesquisa destaca uma crescente preocupação com a adoção responsável da tecnologia. A grande maioria das empresas entrevistadas aumentou os investimentos em segurança, focando em automação, proteção de dados e segurança em nuvem.
Os líderes reconhecem que o potencial competitivo da IA só será alcançado com uma adoção responsável. Isso inclui o incentivo à implementação de soluções que não utilizem informações estratégicas para treinamento da IA e o estabelecimento de ferramentas de controle para garantir conformidade com normas de segurança.
Treinamento e força de trabalho no centro da mudança
O estudo também revela que a escassez de talentos é uma barreira significativa para a adoção de IA, com 30% dos executivos apontando essa dificuldade. Para enfrentar esse desafio, 86% das empresas estão investindo em capacitação nas áreas de tecnologia da informação e 71% nas áreas de negócios.
A IA se tornou um diferencial na atração de talentos, com 43% dos executivos afirmando que a lentidão na adoção da tecnologia dificulta a contratação e retenção de profissionais. Aproximadamente 70% das empresas estão revisando suas estruturas internas com base nos ganhos de produtividade proporcionados pela IA.
Os dados indicam que a IA generativa está se tornando central na agenda das lideranças, com 56% dos executivos acreditando que essa tecnologia contribuirá para o crescimento das empresas até 2026. Os ganhos esperados são significativos, refletindo uma tendência de crescimento contínuo.
Por fim, a adoção de IA está relacionada à satisfação dos funcionários, pois permite a delegação de tarefas repetitivas, liberando tempo para atividades mais estratégicas e criativas.
