Funcionários enfrentam dificuldades com congelamento de salários em meio à corrida pela inteligência artificial

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Funcionários da Teradata enfrentam congelamento salarial em meio a investimentos em IA.

Funcionários da Teradata, uma empresa de tecnologia, enfrentam o congelamento de seus salários neste ano. A decisão não foi tomada devido a dificuldades financeiras, mas sim para direcionar todos os recursos disponíveis para o desenvolvimento de inteligência artificial (IA).

Em uma comunicação interna, o CEO da Teradata informou aos 5.100 colaboradores que não deveriam esperar aumentos salariais em 2026. A prioridade da empresa é superar a concorrência por meio de investimentos em IA, o que exige alocação de recursos em talentos e ferramentas específicas.

Dois funcionários com mais de dez anos de experiência relataram que, normalmente, recebiam aumentos anuais de 2% a 4%. Contudo, neste ano, não houve reajuste, embora ainda tenham recebido bônus de desempenho e ações. Essa decisão impacta principalmente países onde não há regulamentação obrigatória para ajustes salariais.

A Teradata não é a única a optar por investir em IA em vez de aumentar a equipe. Outra empresa, a TTEC, também decidiu suspender suas contribuições ao plano de aposentadoria 401(k), priorizando a aquisição de certificações e ferramentas relacionadas à IA.

Especialistas em trabalho afirmam que o corte de salários não é a única alternativa viável. Apesar das quedas nas receitas de ambas as empresas, existem opções como buscar financiamento externo, reduzir despesas não essenciais e ajustar a remuneração da alta administração. Alternativas como escalonar investimentos em IA e realizar aquisições estratégicas também podem ser consideradas, evitando que o custo da transformação recaia sobre os salários dos funcionários.

A dinâmica dos aumentos salariais tem mudado com a ascensão da IA. Tradicionalmente, os reajustes eram baseados em critérios como experiência e tempo de serviço, mas em 2026, muitas empresas optaram pelo congelamento salarial. Embora a IA não seja a causa direta na Teradata, ela contribuiu para a criação de uma elite de profissionais altamente remunerados, ampliando a desigualdade no setor. Hoje, a relevância da empresa e o papel da IA em seu modelo de negócio pesam mais na remuneração do que a progressão tradicional de carreira.

O impacto da IA no mercado de trabalho é frequentemente associado a demissões. Em 2026, estima-se que 92 mil profissionais da tecnologia tenham perdido seus empregos, justificando essa medida como uma forma de compensar investimentos em IA. No entanto, as demissões estão gerando custos elevados com indenizações e pacotes de saída. Por exemplo, a Oracle destinou US$ 2,1 bilhões para cobrir indenizações após demitir 30 mil funcionários.

Para evitar litígios, empresas como Microsoft e Google estão adotando demissões voluntárias incentivadas, correndo o risco de perder talentos valiosos em IA para a concorrência.

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