Gleisi classifica cassação de Freitas como agressão política

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Gleisi Hoffmann defende Renato Freitas em ato contra cassação de mandato

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) esteve presente, no último sábado (6.jun.2026), em um ato em apoio ao deputado estadual Renato Freitas, que enfrenta um processo de cassação por conta de uma briga ocorrida em Curitiba.

Freitas está sendo julgado pelo Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná devido a um incidente de agressão física que envolveu um manobrista nas ruas da capital paranaense. O episódio, que ocorreu em novembro de 2025, gerou ampla repercussão e levantou questões sobre a conduta dos parlamentares.

Durante o ato, Gleisi elogiou Freitas, destacando sua atuação em defesa de causas sociais e sua importância como representante das vozes marginalizadas. A deputada classificou a possível perda de mandato como uma “agressão política sem precedentes”, enfatizando que o mandato do deputado não é apenas dele, mas representa a luta de jovens negros, mulheres da periferia e todos que enfrentam injustiças sociais.

Ela afirmou: “É uma agressão política sem precedentes a Assembleia Legislativa tirar um mandato conferido pelo voto popular. Renato, nós vamos estar até o fim para que você fique, porque você ficar significa resistência”. Essas palavras refletem a determinação do partido em apoiar Freitas diante da situação adversa.

CASSAÇÃO DE FREITAS

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa do Paraná recomendou a cassação do mandato de Renato Freitas em 11 de maio. A decisão foi baseada na análise do incidente que ocorreu no centro de Curitiba, onde a briga entre o deputado e o manobrista foi registrada em vídeos que se tornaram virais nas redes sociais.

Na votação, cinco dos seis integrantes do conselho votaram a favor da cassação, enquanto apenas o deputado Dr. Antenor (PT) se opôs, sugerindo que o processo fosse arquivado ou que fossem aplicadas penalidades mais leves.

O caso agora segue para o plenário da Assembleia Legislativa, que conta com 54 deputados. Para que a cassação seja efetivada, são necessários pelo menos 28 votos favoráveis.

A confusão entre Freitas e o manobrista resultou em ferimentos para ambos, com o deputado apresentando um nariz quebrado e o manobrista sofrendo lesões na região do olho. O manobrista, por sua vez, declarou que não sabia quem era o deputado durante o incidente, o que levanta questões sobre a responsabilidade e a imagem pública dos representantes eleitos.

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