EUA Agem no México e na Venezuela Contra PCC e CV Classificados como Terroristas
A recente ação militar dos EUA na Venezuela e no México reconfigura a luta contra o crime organizado.
A decisão dos Estados Unidos de classificar organizações criminosas brasileiras com o mesmo status jurídico de grupos como os cartéis de Sinaloa e Jalisco Nova Geração, no México, e a gangue Tren de Aragua, na Venezuela, marca uma nova fase na política externa americana na América Latina.
Historicamente, a rotulação de terrorismo por parte da Casa Branca tem precedido intervenções militares e ações de inteligência na região. No caso da Venezuela, essa estratégia culminou em uma invasão armada que resultou na captura do então presidente Nicolás Maduro. No México, o enquadramento de cartéis como ameaças permitiu o início de uma guerra secreta liderada pela CIA.
Relembre os casos abaixo:
O precedente venezuelano
Em 3 de janeiro de 2026, a Força Delta dos Estados Unidos realizou uma operação em Caracas, resultando na captura de Nicolás Maduro. O ataque foi precedido por bombardeios aéreos que visavam desestabilizar as defesas do governo venezuelano.
A justificativa para essa intervenção foi o enquadramento do regime bolivariano como uma ameaça terrorista transnacional. Antes da invasão, Maduro já havia sido acusado pelo Departamento de Justiça dos EUA de “narcoterrorismo”, alegando que seu governo colaborava com cartéis de drogas.
A rotulação de terrorismo permitiu que os EUA deslegitimassem as instituições venezuelanas no cenário internacional, justificando assim a ação militar. Após a captura, Maduro foi levado a um centro de detenção em Nova York, onde enfrenta acusações de conspiração e tráfico de armas.
“Sob minhas ordens, as Forças Armadas dos Estados Unidos conduziram uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela”, declarou Donald Trump.
O precedente mexicano
No México, a categorização de cartéis como organizações terroristas estrangeiras facilitou uma ofensiva que combinou pressão diplomática e operações de inteligência. A captura de líderes do tráfico, como foi o caso recente na cidade de Tapalpa, contou com apoio estratégico dos EUA.
As operações visam não apenas a eliminação de chefes do tráfico, mas também o desmantelamento de redes financeiras e logísticas. Táticas semelhantes às usadas em missões antiterrorismo no Oriente Médio estão sendo aplicadas nas ações contra os cartéis mexicanos.
