China avança em testes de veículos autônomos em meio ao trânsito, superando Tesla e montadoras europeias

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China avança em tecnologia de veículos semiautônomos com sistema inovador.

A China ainda não autorizou a circulação de carros totalmente autônomos nas ruas, ao contrário de algumas regiões dos Estados Unidos. No entanto, as montadoras chinesas têm progredido rapidamente no desenvolvimento de sistemas de condução semiautônoma, que são capazes de tomar diversas decisões durante um trajeto urbano.

Um exemplo notável dessa evolução é o NOA, que significa “Navigation on Autopilot” ou “Navegação em Piloto Automático”. Este sistema está sendo testado em várias cidades, incluindo Pequim, Xangai, Shenzhen e Wuhan. Ele combina inteligência artificial, mapas altamente detalhados, conexão constante à internet e sensores distribuídos pelo veículo, permitindo que o carro se mova quase de forma autônoma no trânsito.

Como funciona o sistema NOA usado nos carros chineses

Durante um teste em Baoding, a cerca de 180 quilômetros de Pequim, o sistema demonstrou um nível de autonomia que supera o encontrado na maioria dos veículos disponíveis fora da China. Em várias situações, o carro conseguiu acelerar, frear, mudar de faixa e realizar curvas sem qualquer intervenção do motorista.

Contudo, a legislação chinesa ainda exige a supervisão humana constante. O motorista deve manter-se atento ao trânsito, com o rosto voltado para a estrada e as mãos no volante, mesmo que sem pressão. Sensores internos monitoram continuamente o comportamento do condutor, identificando distrações, desvios de olhar ou falta de atenção.

Carros usam internet, mapas detalhados e sensores LiDAR

O funcionamento do NOA é suportado por uma infraestrutura tecnológica mais complexa do que os sistemas tradicionais de piloto automático. Além de câmeras externas, o carro utiliza radares e sensores LiDAR, além de uma conexão constante via 4G ou 5G. O sistema também se baseia no Beidou, o sistema de navegação por satélite da China, desenvolvido como alternativa ao GPS dos Estados Unidos.

O veículo cria uma representação tridimensional do ambiente em tempo real. O mapa exibido na central multimídia fornece informações detalhadas sobre semáforos, faixas de pedestres, radares, restrições de circulação e até mesmo infrações monitoradas eletronicamente.

Durante os testes, o carro foi capaz de identificar corretamente automóveis, caminhões, ônibus, bicicletas, motos e pedestres ao redor. Em uma situação, o sistema desviou automaticamente de uma bicicleta caída na rua e, em outra, reduziu a velocidade ao detectar uma moto cruzando a via, mesmo sem sinal verde.

Diferença entre o NOA chinês e o Autopilot da Tesla

Enquanto a Tesla foca em inteligência artificial baseada principalmente em imagens captadas pelas câmeras do veículo, o sistema chinês utiliza uma grande quantidade de dados, fazendo cruzamentos de informações. O carro combina mapas detalhados, sensores adicionais, conexão contínua à internet e leitura constante do ambiente ao redor para minimizar margens de erro.

Um detalhe interessante é a presença de luzes verdes instaladas próximas às lanternas dos veículos. Quando acesas, essas luzes indicam a pedestres e outros motoristas que o sistema semiautônomo está no controle do carro naquele momento.

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