Alckmin afirma que declaração de Bolsonaro é factoide para desviar atenção do caso Master

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Vice-presidente critica designação de facções brasileiras como terroristas pelos EUA.

O vice-presidente Geraldo Alckmin comentou sobre a recente classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos, considerando a medida uma estratégia da família Bolsonaro para desviar a atenção de um grande escândalo de corrupção relacionado ao Banco Master.

Durante uma agenda em Caraguatatuba, Alckmin afirmou que os membros do clã Bolsonaro estão mais preocupados com seus próprios interesses do que com o bem-estar do país. Ele destacou que a designação não trará soluções efetivas para o combate ao crime e poderá prejudicar a economia nacional.

Na noite anterior, os Estados Unidos anunciaram a nova classificação das facções brasileiras, o que coincide com um encontro entre o secretário de Estado dos EUA e o senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à presidência. Flávio havia se reunido com Donald Trump um dia antes, acompanhado de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, em um evento em Washington.

Investigações revelaram que Flávio Bolsonaro enviou mensagens pedindo apoio financeiro ao dono do Banco Master para custear a produção de uma cinebiografia de seu pai. O banqueiro teria concordado em destinar uma quantia significativa para o projeto, com uma parte já liberada.

Mudanças na política externa dos EUA

O governo de Donald Trump tem reconfigurado sua política externa em relação à América Latina, intensificando ações militares na região sob a justificativa de combater o que considera “narcoterrorismo”.

Nos meses recentes, forças militares americanas realizaram bombardeios em embarcações no Caribe, fora de sua jurisdição, alegando ações contra o terrorismo.

A invasão da Venezuela no início do ano, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, também foi justificada com base na luta contra o narcoterrorismo.

A possibilidade de ações semelhantes em território brasileiro, decorrentes dessa nova classificação, representa um risco que não deve ser subestimado.

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