Morte do cão Orelha gera protestos por justiça em todo o país

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Protestos em todo o Brasil pedem justiça por maus-tratos a animais após morte de cão em Florianópolis.

O ataque que resultou na morte do cão Orelha, em Florianópolis, mobilizou milhares de pessoas em diversas cidades do Brasil no último domingo (1º). As manifestações exigiram a responsabilização dos envolvidos e a implementação de leis mais rígidas contra maus-tratos a animais.

Na capital paulista, a mobilização ocorreu no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, a partir das 10h. Os manifestantes, que se concentraram inicialmente no local, realizaram uma caminhada, levando cartazes e faixas em homenagem a Orelha. Muitos participantes estavam acompanhados de seus cães, e todos entoaram gritos de ordem pedindo justiça e denunciando a normalização da violência.

O ato em São Paulo contou com a presença de ativistas, parlamentares e artistas. A primeira-dama da cidade, Regina Nunes, esteve presente e compartilhou imagens nas redes sociais, afirmando: “Os animais não falam, eu sou a voz deles”. A ativista Luisa Mell, reconhecida por seu trabalho em defesa dos animais, também participou do protesto.

No Rio de Janeiro, o protesto começou no Aterro do Flamengo, em frente ao Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, e um segundo ato foi programado para a tarde, com concentração em Copacabana e caminhada até o Leme.

Em Florianópolis, onde o crime ocorreu, a manifestação se deu no trapiche da Avenida Beira-Mar Norte, com faixas e gritos de “justiça por Orelha”. O ato, que teve a presença de um trio elétrico, percorreu a região central da cidade e terminou por volta do meio-dia, com muitos manifestantes levando seus animais de estimação.

Além da capital, outras cidades de Santa Catarina, como Balneário Camboriú, Blumenau, Criciúma e São José, também registraram protestos, com grupos clamando por agilidade nas investigações.

Mobilização em outras regiões

No Distrito Federal, o protesto, que reuniu cerca de 300 pessoas, ocorreu ao lado do ParkDog, no Sudoeste, e foi organizado pela Associação ApDog, com apoio do Detran e da Polícia Militar para garantir a segurança do evento.

No Rio Grande do Sul, manifestantes se concentraram no Parque da Redenção, em Porto Alegre, enquanto em Caxias do Sul, o ato ocorreu no Parque dos Macaquinhos, com participantes vestidos de preto e portando cartazes pedindo punição para crimes de maus-tratos.

No Norte do país, cerca de cem pessoas participaram de um ato em frente ao Palácio Rio Branco, no Acre. Em Belém, protetores de animais e moradores se reuniram em frente ao Mercado de São Brás, buscando dar visibilidade ao caso que ocorreu em Santa Catarina.

Cidades do interior de São Paulo, como São José do Rio Preto e Araçatuba, também realizaram manifestações organizadas por ONGs e protetores independentes, com atos em praças e em frente a prédios públicos.

Entenda o caso

Orelha era um cão comunitário que vivia na Praia Brava, uma área turística de Florianópolis, e era cuidado por moradores locais. No dia 4 de janeiro, ele foi encontrado gravemente ferido e levado a um veterinário, onde um laudo indicou que o animal havia sofrido um golpe forte na cabeça, resultando na necessidade de eutanásia.

A Polícia Civil de Santa Catarina investiga o caso e inicialmente considerou a possível participação de quatro adolescentes. Um deles foi excluído da investigação por não ter vínculo com o crime. Devido à idade dos suspeitos, informações como nomes e idades não foram divulgadas, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Os investigadores estão analisando cerca de mil horas de gravações de câmeras de segurança da região. Embora não haja registro do momento exato da agressão, a polícia acredita que outros eventos capturados nas gravações podem ajudar a esclarecer o crime.

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