NTT Data aposta no desenvolvimento humano para impulsionar a inteligência artificial
Jefferson Anselmo destaca o papel da inteligência artificial na ampliação das capacidades humanas durante o Interconnect 2026.
Jefferson Anselmo, diretor executivo da NTT Data no Brasil, subiu ao palco do Interconnect 2026 para enfatizar que o verdadeiro potencial da inteligência artificial (IA) vai além da simples otimização de tarefas e redução de custos. Para ele, a IA deve ser vista como uma ferramenta para expandir as capacidades humanas.
Em sua apresentação, Anselmo pediu licença para não focar apenas na tecnologia. Ele ressaltou que a inovação é uma característica humana que remonta aos primórdios da civilização. “O que nos leva à evolução não são os processadores ou algoritmos, mas sim nossos neurônios e a nossa criatividade”, afirmou, destacando a importância da intenção e da criação humana.
O executivo criticou a narrativa de que a IA substituirá os trabalhadores, alertando que essa visão pode desestabilizar a base da economia, que se fundamenta no valor do tempo. “A vida é finita e o que fazemos com nosso tempo é o verdadeiro valor econômico. A ideia de que uma tecnologia pode substituir pessoas ignora esse princípio fundamental”, declarou.
Para Anselmo, o futuro do mercado de trabalho envolve uma maior contratação de profissionais, especialmente os juniores. Ele acredita que a eficiência proporcionada pela IA aumentará a demanda por soluções digitais mais complexas e criativas, onde a intervenção humana será ainda mais necessária.
A diferença entre o passado e o presente, segundo ele, reside na mentalidade e no desenvolvimento dos profissionais. Anselmo orgulhou-se da ausência de demissões na NTT Data, destacando que a empresa está crescendo e contratando mais juniores do que nunca. “Os humanos são a peça que faz a diferença. Vamos investir em jovens talentos com mentalidade inovadora”, afirmou.
Anselmo assumiu a liderança da NTT Data com a meta de dobrar o faturamento da empresa em três anos e vê o investimento em capacitação humana como crucial para o futuro. “Temos a responsabilidade de conectar propósitos empresariais à tecnologia. As empresas que compreenderem profundamente essa dinâmica estarão à frente na próxima era”, concluiu.
