Clã Bolsonaro é ligado a suspeitos de crime organizado; relembre os casos

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Flávio Bolsonaro celebra classificação de facções como terroristas, mas enfrenta críticas por laços com o crime organizado.

O senador Flávio Bolsonaro comemorou a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. No entanto, sua família tem histórico de relações com indivíduos acusados de envolvimento no crime organizado, especialmente milícias no Rio de Janeiro.

A nova classificação foi anunciada após uma visita de Flávio a Donald Trump, sendo interpretada por ele como uma vitória eleitoral. A assessoria do pré-candidato à Presidência pelo PL declarou que a família Bolsonaro não se associa a facções criminosas, contrastando com o governo anterior, que teria recebido a esposa de um líder do tráfico em um ministério.

Essa crítica se refere à visita de Luciane Farias, ligada ao Comando Vermelho, ao Ministério da Justiça em 2023. Embora a pasta tenha reconhecido a reunião, negou conhecimento sobre sua identidade. O presidente Lula, por sua vez, não se encontrou com Farias.

A assessoria de Flávio defendeu que não existem registros que sustentem as acusações contra a família e criticou o governo Lula por manter relações com uma integrante do PCC presa, sem fornecer detalhes ou evidências sobre essa afirmação.

Homenagem a Adriano da Nóbrega

Em 2005, Flávio e Jair Bolsonaro visitaram Adriano da Nóbrega, ex-policial militar acusado de ser parte de uma milícia. Na ocasião, os políticos entregaram a ele a Medalha Tiradentes, honraria da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a pedido de Flávio.

Flávio já havia homenageado Nóbrega em 2003, a pedido de Jair. Nóbrega, que foi morto em uma operação policial em 2020, era acusado de homicídios e envolvimento com jogos de azar ilegais.

Emprego a parentes de miliciano e ‘rachadinha’

Flávio também garantiu emprego na Alerj para a mãe e esposa de Nóbrega até 2018. Elas recebiam salários elevados e estariam envolvidas em um esquema de “rachadinha”, onde parte do salário era devolvida ao político, o que ele nega.

Investigações indicaram que Danielle, esposa de Nóbrega, transferiu grandes quantias a Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, através de contas ligadas a Adriano. As investigações sobre a “rachadinha” foram encerradas após decisões do STF e do STJ anularem provas coletadas.

Flávio rejeita as acusações, alegando que são parte de uma campanha para manchar sua imagem, afirmando não haver ligações financeiras com seus assessores.

Exaltação a milícias e organizações criminosas

Jair e Flávio Bolsonaro têm manifestado apoio a policiais com histórico de violência e frequentemente se referem às milícias de maneira positiva. Jair, em 2018, chegou a afirmar que a presença de milícias estava relacionada à redução da violência.

Flávio minimizou a gravidade das milícias, sugerindo que muitos moradores de áreas dominadas por esses grupos estão satisfeitos. Em um discurso na Alerj, descreveu as milícias como uma “nova forma de policiamento”.

Jair também enfrentou acusações de pertencer a uma organização criminosa que tentou desestabilizar o governo e não tomou medidas para classificar o PCC como terrorista durante sua presidência.

Seguranças acusados de participar de quadrilha

Em 2018, a Operação Quarto Elemento resultou na prisão de policiais suspeitos de extorsão, incluindo aqueles que prestaram segurança à campanha de Flávio ao Senado. Flávio negou qualquer vínculo com esses policiais, enquanto Valdenice, uma assessora, afirmou que eles eram voluntários.

Uma foto de Flávio com os policiais foi publicada em suas redes sociais, levantando mais questionamentos sobre os laços da família com o crime organizado.

Aliança com Rodrigo Bacellar

Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, estreitou laços com a família Bolsonaro visando a sucessão no governo do Rio. Após se tornar potencial candidato, ele foi preso

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