Crescimento de quase 12% no número de gaúchos inadimplentes em 2025

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Crescimento da inadimplência no Rio Grande do Sul chega a 11,89% em 2025

Dados recentes revelam um aumento significativo na inadimplência dos consumidores no Rio Grande do Sul, com um índice de 11,89% em 2025.

Este percentual é ligeiramente superior ao observado na Região Sul, que ficou em 10,8%, e na média nacional, que foi de 10,1%. A comparação com o mês anterior mostra uma leve alta de 0,04% no número de devedores gaúchos, enquanto a Região Sul apresentou um aumento de 0,36%.

O perfil dos inadimplentes é predominantemente de pessoas na faixa etária de 30 a 39 anos, representando 23,37% do total. A análise por gênero indica uma maior incidência entre as mulheres, que perfazem 51,3% do total de inadimplentes, contra 48,6% dos homens. A idade média dos devedores no estado é de 46,9 anos.

Em relação ao montante das dívidas, cada consumidor negativado deve, em média, R$ 5.138. Dentre os inadimplentes, 30% possuem dívidas de até R$ 500, e esse percentual aumenta para 42,9% quando considerado o montante de até R$ 1.000. O tempo médio de atraso das dívidas atinge 27,7 meses, com 34,6% dos consumidores enfrentando inadimplência por um período de um a três anos.

A quantidade de dívidas em atraso também cresceu consideravelmente, com um aumento de 21,8% em dezembro de 2025 em comparação ao ano anterior. Este crescimento está acima da média da Região Sul, que foi de 18,7%, e do Brasil, que registrou 17,1%.

Na transição de novembro para dezembro, o aumento foi de 1,06% no estado. O setor financeiro, especialmente os bancos, concentra a maior parte das dívidas, totalizando 61,61% do montante. O número médio de dívidas por consumidor inadimplente no Rio Grande do Sul é de 2,3%, ligeiramente abaixo da média da Região Sul (2,4%), mas acima da média nacional (2,2%).

O presidente da Federação Varejista do Rio Grande do Sul, Ivonei Pioner, comentou sobre o quadro observado ao longo de 2025, destacando que o desaceleramento econômico e eventos climáticos, como secas e enchentes, contribuíram para a deterioração da saúde financeira dos consumidores, afetando principalmente o setor do agronegócio.

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) é uma entidade importante no contexto da análise de crédito no país, promovendo a recuperação do crédito e auxiliando na tomada de decisões financeiras. Sua função é fundamental para a compreensão da saúde financeira de indivíduos e empresas, registrando dívidas e promovendo iniciativas como o Cadastro Positivo.

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