Sino enterrado por vilarejo lituano durante a Segunda Guerra Mundial é encontrado em 2024
Descoberta histórica: sino da igreja de Antašava é encontrado após 82 anos enterrado
Numa manhã de agosto de 2024, Laurynas Družas explorou os arredores de seu vilarejo, Antašava, na Lituânia, com seu detector de metais. Ele teve uma grande surpresa ao encontrar, a dois metros de profundidade, o sino da igreja de sua comunidade, um objeto cercado por histórias e lendas.
O campanário da igreja de São Jacinto estava sem sino desde 1942, quando ele foi escondido pelos moradores para protegê-lo durante a Segunda Guerra Mundial. Naquela época, a Lituânia estava sob ocupação nazista, e a população local enfrentava grandes riscos para preservar seu patrimônio.
Os moradores arriscaram suas vidas para ocultar o sino dos ocupantes, que haviam emitido decretos para confiscar sinos e fundi-los para a produção bélica. Na falta de maquinário, a tarefa foi realizada com a ajuda de cavalos e carroças, tornando-se um ato de resistência e proteção cultural.
Com o passar do tempo, a história do sino se transformou em lenda. Antašava se libertou dos nazistas, a Lituânia conquistou sua independência em 1990, mas o sino permaneceu desaparecido. Os que sabiam de sua localização foram se esquecendo, à medida que a paisagem mudava e a memória se apagava.
Apesar do esquecimento, a tradição oral sobre a existência do sino foi mantida. A avó de Laurynas tinha uma ideia aproximada de onde ele poderia estar, uma informação que lhe foi passada por um tio quando era criança. Essa “obsessão” pela busca do sino foi herdada por Laurynas, que, após 82 anos, finalmente conseguiu encontrá-lo.
Um sino com 100 anos de história
O sino da igreja de Antašava foi fundido na Polônia em 1908 e, segundo especialistas, a fundição onde foi feito ainda está em funcionamento. Após 82 anos enterrado, seu estado de conservação é surpreendente, com a estrutura de madeira e o sino em bom estado, exceto pelo badalo, que foi removido na mesma noite em que o sino foi escondido.
Após a descoberta, especialistas em patrimônio histórico verificaram a autenticidade e a origem do sino. Em agosto de 2025, um ano após sua descoberta, o sino retornou à igreja de São Jacinto, onde foi instalado ao lado de outro sino já existente. Agora, ambos podem tocar juntos com o simples acionamento de um botão, trazendo de volta a tradição sonora ao vilarejo.
