Davi Alcolumbre critica uso da CPI do Master como palanque eleitoral
Senador Davi Alcolumbre critica pressão por CPI do Banco Master
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, expressou sua indignação em relação às cobranças pela criação de uma CPI ou CPMI para investigar o Banco Master. Ele destacou que muitos dos parlamentares que pedem a instalação do colegiado parecem mais interessados em obter vantagens políticas do que em buscar a verdade dos fatos.
Alcolumbre foi alvo de críticas por não ter lido, em uma sessão conjunta do Congresso, os requerimentos que solicitavam a criação da comissão. Essa sessão, realizada em 21 de maio, teve como foco a derrubada de vetos presidenciais que permitiram a liberação de recursos para Estados e municípios durante o período eleitoral.
O senador defende que as investigações já estão sendo realizadas pelos órgãos competentes, como a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. Ele questionou a necessidade de uma nova CPI, afirmando que isso poderia se transformar em um palanque eleitoral.
“A Polícia Federal, o Ministério Público Federal, a Justiça brasileira, está todo mundo investigando isso. Não sei quem é o culpado, se é o Banco Central do Brasil, se são as pessoas que fizeram errado, se é a Comissão de Valores Mobiliários, mas está todo mundo investigando isso. Querem abrir mais uma CPI para fazer palanque eleitoral. Esse é o nosso problema.”
Alcolumbre ressaltou que a pressão para a instalação da comissão não visa esclarecer os fatos, mas sim intensificar a polarização política em um momento pré-eleitoral. Ele criticou a estratégia de alguns grupos que, segundo ele, estão utilizando a situação para se promover politicamente.
“Estão cobrando do presidente Davi, agredindo, ofendendo e atacando para abrir mais um palanque eleitoral, que não é para mim nem para o Brasil. Ou é para a direita ou é para a esquerda, porque esse negócio está se retroalimentando. Cada um fala para o outro porque está muito cômodo.”
Pressão mútua
Atualmente, existem dois pedidos de CPMI do Banco Master tramitando na Mesa Diretora do Congresso Nacional. Um deles, apoiado pela oposição, é de autoria do deputado Carlos Jordy, enquanto o outro conta com assinaturas de parlamentares do governo, incluindo as deputadas Heloísa Helena e Fernanda Melchionna.
Além disso, o deputado Linbergh Farias iniciou uma nova coleta de assinaturas para outro pedido de sua autoria e também protocolou um mandado de segurança no STF, solicitando que a leitura dos pedidos seja realizada.
O regimento interno do Congresso permite a formação de uma única comissão com base em múltiplos pedidos que tenham um escopo comum. Tradicionalmente, os autores dos pedidos ocupam posições na mesa diretora da comissão, mas essa prática não é garantida, pois a presidência da CPI é eleita e qualquer membro pode se candidatar independentemente de acordos prévios.
