Justiça colombiana determina que candidato de extrema-direita se desculpe por comentários sexistas
Justiça colombiana obriga candidato a pedir desculpas por declarações sexistas.
A Justiça da Colômbia determinou que o candidato presidencial de extrema direita, Abelardo de la Espriella, deve se retratar publicamente por declarações sexistas feitas em uma entrevista. Ele foi acusado de pressionar uma jornalista a comentar sobre seus órgãos genitais durante um programa de rádio.
De la Espriella, advogado e político, obteve o primeiro lugar no primeiro turno das eleições, mas não conseguiu garantir apoio suficiente para evitar um segundo turno, que ocorrerá em 21 de junho, onde enfrentará o senador de esquerda Iván Cepeda.
Uma juíza de Bogotá estipulou um prazo de 48 horas para que o candidato se desculpe pelos comentários considerados “uma forma de violência” e que reforçam “estereótipos históricos discriminatórios contra as mulheres”.
Durante uma entrevista que se tornou viral, De la Espriella mostrou uma fotografia íntima em seu celular, alegando ter recebido apoio do “eleitorado feminino” com base nessa imagem. A decisão judicial foi tomada após uma ação movida por uma cidadã.
O candidato insistiu para que a jornalista presente comentasse sobre a fotografia, utilizando frases sugestivas que caracterizavam um “contexto de insinuação sexual explícita”.
De la Espriella tem enfrentado críticas severas por seus comentários frequentes, considerados sexistas e homofóbicos.
A jornalista envolvida expressou seu descontentamento nas redes sociais, afirmando que se sentiu violada e assediada pelo comportamento do candidato. Em resposta, De la Espriella alegou que suas ações ocorreram em um contexto humorístico.
No entanto, o tribunal rejeitou essa justificativa, ressaltando que o problema não está na linguagem coloquial, mas na mensagem que sugere que as mulheres podem ser influenciadas politicamente por critérios de atração sexual.
O candidato defende um projeto político que valoriza a família tradicional e suas propostas de linha dura são comparadas às de líderes como Nayib Bukele, de El Salvador, e Javier Milei, da Argentina.
