Mais de 170 mil trabalhadores pedem demissão no Rio Grande do Sul em 2023

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Redução nos desligamentos voluntários marca o primeiro trimestre de 2026 no Rio Grande do Sul.

O Rio Grande do Sul observou uma queda de 8% nos pedidos de desligamento voluntário entre janeiro e março de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Durante esses três meses, foram registradas 173.166 solicitações de desligamento de empregos no Estado, que correspondem a 42% do total de desligamentos ocorridos. Essa informação é parte de um levantamento que analisa o mercado de trabalho local, utilizando dados do Novo Caged do Ministério do Trabalho e Emprego.

Apesar da diminuição em relação ao ano passado, o desligamento a pedido continua a ser a forma mais comum de rescisão no mercado formal gaúcho, uma tendência observada desde 2024. Em 2025, esses desligamentos representavam 45% do total, enquanto em 2026 apresentaram uma redução para 42%.

O estudo também destaca um aumento de 18% nos desligamentos por justa causa entre os primeiros trimestres de 2025 e 2026, enquanto os desligamentos sem justa causa se mantiveram praticamente estáveis.

José Scorsatto, secretário de Trabalho e Desenvolvimento Profissional, comentou que, embora o saldo de empregos continue positivo, os desligamentos voluntários são motivo de atenção. Ele observou que a decisão do trabalhador de se desligar, abrindo mão de benefícios como o seguro-desemprego e o saque do FGTS, pode indicar novas oportunidades ou uma migração para o empreendedorismo ou a informalidade.

O secretário reforçou a importância de as empresas analisarem suas práticas de gestão de pessoas, especialmente em setores com alta rotatividade. Ele enfatizou que quando um funcionário opta por sair, isso pode ser um sinal de insatisfação com as condições de trabalho, sugerindo que as empresas devem implementar estratégias de retenção mais eficazes.

Perfil dos desligamentos

Os dados revelam que o desligamento voluntário é mais comum entre mulheres, embora a disparidade de gênero tenha diminuído ao longo dos anos. Além disso, trabalhadores com maior escolaridade, especialmente os que possuem Ensino Médio completo e Ensino Superior, são mais propensos a solicitar demissões.

Os desligamentos a pedido se concentram entre os jovens, sendo que 29% dos pedidos são feitos por trabalhadores de 18 a 24 anos e 18% por aqueles entre 25 e 29 anos. No que diz respeito aos setores econômicos, o setor de serviços lidera, com 38% dos desligamentos voluntários, seguido pela indústria, com 23%.

A análise sugere que o aumento nos desligamentos a pedido nos últimos anos pode indicar uma maior negociação por parte dos trabalhadores, enquanto a redução observada em 2026 pode ser um reflexo de mudanças no cenário econômico ou do aumento na satisfação dos trabalhadores em suas funções atuais.

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