Trip.com planeja investir US$ 2,2 bilhões em marketing voltado para o mercado chinês
Trip.com investirá US$ 2,2 bilhões em marketing para atrair turistas internacionais à China.
A plataforma de turismo chinesa Trip.com anunciou um investimento significativo em campanhas de marketing nos próximos cinco anos. O objetivo é aumentar o fluxo de turistas estrangeiros e posicionar a China como um dos principais destinos turísticos globais.
Com um montante previsto de 15 bilhões de yuans, equivalente a aproximadamente US$ 2,2 bilhões, a empresa utilizará os recursos em ações de endossos de marcas, colaborações com influenciadores e campanhas de marketing offline. A declaração foi feita pelo cofundador e presidente executivo James Liang Jianzhang durante um fórum sobre turismo receptivo em Guilin, na região autônoma de Guangxi Zhuang.
Essa estratégia reflete a visão da Trip.com de que o turismo receptivo é uma das maiores oportunidades de crescimento não exploradas na China. Liang prevê que o setor poderá gerar até US$ 300 bilhões em divisas até 2030, o que ajudaria a corrigir o déficit comercial de serviços do país e serviria como um novo motor para o crescimento econômico.
O turismo receptivo na China está em processo de recuperação, impulsionado pela flexibilização das políticas de isenção de visto, a facilidade de pagamentos móveis e a popularização nas redes sociais, que juntas atraem mais visitantes e tornam a experiência de viagem mais agradável.
Em 2025, a China registrou 35,2 milhões de viagens internacionais, marcando um aumento de 30,5% em relação ao ano anterior e superando os níveis de 2019 em 10,3%. As entradas sem visto corresponderam a mais de 70% do total, com um crescimento de quase 50% em comparação ao ano anterior.
No entanto, a receita gerada pelo turismo ainda representa menos de 1% do PIB da China, um número consideravelmente inferior ao de países ocidentais, como os EUA e a Tailândia, onde esse percentual ultrapassa 10%.
Liang destacou que, apesar das vantagens da China, como sua rica cultura, vasta infraestrutura e atrações tecnológicas, o país ainda enfrenta desafios significativos para atrair mais turistas estrangeiros. Entre os obstáculos citados estão o acesso limitado à internet para visitantes, a falta de opções de vida noturna e entretenimento em larga escala, além da promoção insuficiente no exterior.
A Trip.com sugere que os principais centros de entrada, como Xangai e Pequim, devem focar em atrair viajantes de alto poder aquisitivo, especialmente de mercados como os EUA, Austrália, Europa Ocidental e países do Golfo. Enquanto isso, cidades na Grande Baía, como Guangzhou, Shenzhen e Zhuhai, devem direcionar seus esforços para países do Sudeste Asiático que possuem fortes laços comerciais com a região.
