Paraná registra aumento nas exportações de peru e acompanha safra histórica de amendoim
Paraná registra avanço nas exportações de carne de peru e prevê recorde na safra de amendoim.
O Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, revelou dados significativos sobre o setor agropecuário do estado, destacando o crescimento das exportações de carne de peru e uma safra recorde de amendoim no Brasil para o ciclo 2025/26.
No mercado de proteína animal, o Brasil exportou 22,3 mil toneladas de carne de peru nos primeiros quatro meses de 2026, gerando uma receita cambial de US$ 90,8 milhões. O Paraná se posicionou como o terceiro maior exportador nacional, com 4.739 toneladas enviadas e uma receita de US$ 22,6 milhões.
Comparando com o mesmo período do ano anterior, as exportações paranaenses de carne de peru cresceram 6,9% em volume. Santa Catarina se destacou com um aumento de 38,4% e o Rio Grande do Sul com 21,2%. O preço médio da carne de peru in natura exportada saltou para US$ 4.059,03 por tonelada, um aumento impressionante de 77,6% em relação ao ano anterior. Os principais destinos das exportações incluem México, Chile, África do Sul, Países Baixos, Peru, Guiné Equatorial, Gana, Benin, Gabão e Bahamas.
Na área agrícola, a safra brasileira de amendoim para 2025/26 é projetada em 1,2 milhão de toneladas, estabelecendo um novo recorde histórico, caso as expectativas se concretizem. No Paraná, a previsão é de 5,6 mil toneladas, com a região de Paranavaí responsável por mais de 50% da produção estadual e Umuarama concentrando cerca de 23% da área cultivada.
De acordo com análises do Deral, o volume de produção estimado superaria o recorde anterior, atendendo à crescente demanda do mercado. O boletim também aponta uma mudança estrutural no setor, onde o amendoim busca novos nichos de consumo e processamento após perder espaço para a soja na produção de óleo vegetal.
Para o milho segunda safra, a área plantada no Paraná foi mantida em 2,9 milhões de hectares. A situação das lavouras se apresenta da seguinte forma: 79% em boas condições, 14% em condição mediana e 7% em situação ruim. O órgão alerta que o excesso de dias nublados e temperaturas mais baixas pode impactar o potencial produtivo, porém a previsão de ausência de geadas nos próximos 14 dias é um fator positivo para a estabilização da produção.
Os dados do Deral indicam um cenário de monitoramento técnico para três frentes do agro paranaense: o aumento das exportações de proteína animal com preços elevados, a expansão produtiva do amendoim e a dependência do milho safrinha em relação às condições climáticas nas próximas semanas.
