Lula orienta ministros a ajustarem discurso contra traidores com interesses mesquinhos e rasteiros
Lula critica opositores e tarifas dos EUA em reunião ministerial
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou suas críticas a opositores durante uma reunião ministerial em Brasília, enfatizando a necessidade de uma “arrumação de discurso” até as eleições de outubro. Este foi o primeiro encontro com a nova equipe ministerial após as recentes mudanças devido à desincompatibilização de membros que disputarão cargos nas próximas eleições.
Durante a reunião, Lula expressou sua indignação com o que considera uma traição aos interesses do Brasil, afirmando que há tentativas de prejudicar o país por meio de interesses eleitorais. Ele destacou que todos devem se sentir à vontade para se manifestar sem medo.
O presidente também abordou a recente proposta dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, uma medida que ele considerou inesperada. Embora não tenha mencionado diretamente seu adversário Flávio Bolsonaro, Lula insinuou que há brasileiros fomentando essa tensão comercial, o que, segundo ele, poderia ser interpretado como uma traição à pátria.
Lula descreveu a atual situação política como um “paradoxo”, ressaltando que o Brasil vive um momento positivo, como evidenciado pelo aumento do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que alcançou o maior patamar da história do país. Ele criticou o tratamento dispensado pelo governo dos EUA, afirmando que o Brasil não pode aceitar tais ações.
O presidente também direcionou críticas ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a quem chamou de “latino-americano frustrado”. Lula pediu ao líder do governo no Senado que responda aos ataques direcionados ao Brasil e à América Latina por Rubio, que expressou satisfação com a aproximação da região aos interesses dos Estados Unidos.
Reiterando sua posição, Lula afirmou que respeita a escolha democrática dos estadunidenses, mas espera ser tratado com o mesmo respeito. Ele destacou que não foi eleito para ser imperador da América Latina, assim como Trump não é o imperador do mundo.
Por fim, Lula fez um apelo aos cinco membros do Conselho de Segurança da ONU para que promovam a paz e evitem fomentar guerras, ressaltando que as decisões unilaterais não são aceitáveis. Ele concluiu defendendo o multilateralismo e anunciou sua participação na reunião do G7, prevista para junho em Paris, afirmando que o Brasil deve buscar novos mercados caso os EUA não queiram seus produtos.
