Cerca de 93% das empresas brasileiras adotam modelos terceirizados ou híbridos na operação de centros de segurança

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A terceirização de operações de segurança cibernética cresce entre empresas brasileiras.

A terceirização das operações de segurança cibernética está se consolidando como uma estratégia essencial para muitas empresas no Brasil. Um levantamento recente aponta que 93% das organizações priorizam modelos híbridos ou terceirizados para gerenciar seus Centros de Operações de Segurança (SOCs). Esse movimento é impulsionado pela crescente complexidade das ameaças digitais e pela dificuldade em manter estruturas especializadas internamente.

O estudo revela que 56% das empresas planejam terceirizar pelo menos uma parte das atividades do SOC, enquanto 37% têm a intenção de adotar integralmente o modelo de SOC como Serviço (SOCaaS). Apenas 7% das organizações consideram desenvolver essa capacidade exclusivamente com recursos próprios.

Esses dados refletem os desafios enfrentados pelas empresas para sustentar operações contínuas de segurança, que incluem a necessidade de monitoramento constante, contratação de profissionais qualificados e investimentos significativos em infraestrutura tecnológica.

A principal motivação para a adoção de modelos terceirizados é a necessidade de garantir um monitoramento contínuo, 24 horas por dia, sete dias por semana, uma capacidade que poucas empresas conseguem manter com equipes internas.

Além do monitoramento constante, a terceirização permite que atividades como análise de alertas, resposta a incidentes e monitoramento de ameaças sejam transferidas para fornecedores especializados, aliviando a pressão sobre os times internos.

Mercado de serviços gerenciados ganha espaço

O cenário atual abre novas oportunidades para integradores, revendedores e prestadores de serviços de tecnologia, que podem ampliar sua atuação além da venda de produtos e licenças. Entre os serviços mais demandados estão monitoramento contínuo, detecção e resposta a incidentes, análise de ameaças e gestão de alertas, todos exigindo operação ininterrupta e mão de obra altamente especializada.

A necessidade de profissionais qualificados é um dos principais fatores que impulsionam a terceirização. Os cargos mais procurados em modelos terceirizados são os de primeira linha, mencionados por 56% das organizações, seguidos pelos de segunda linha, citados por 50%.

Na prática, muitas empresas optam por manter internamente as decisões estratégicas relacionadas à segurança, enquanto delegam as atividades operacionais e técnicas do dia a dia a fornecedores especializados.

Monitoramento contínuo e conformidade impulsionam demanda

Além da vigilância permanente, outros fatores contribuem para a adoção de SOCs gerenciados. A redução da carga de trabalho das equipes internas é apontada por 35% dos entrevistados, enquanto 26% mencionam o acesso a tecnologias avançadas como um benefício significativo.

As exigências regulatórias também são um motivador importante para a terceirização. De acordo com a pesquisa, 31% das organizações consideram os requisitos de conformidade e governança como fatores relevantes na busca por apoio externo para a gestão da segurança.

Para os fornecedores de tecnologia, o crescimento dos SOCs gerenciados representa uma oportunidade de transformação nos modelos de negócios, com potencial para aumentar receitas recorrentes, agregar valor aos contratos e melhorar a retenção de clientes.

“A adoção dos SOCs gerenciados está marcando um ponto de virada na forma como o valor é construído na cibersegurança. Parceiros que integram essas capacidades não estão apenas expandindo seu portfólio, mas também entrando em uma camada muito mais crítica do negócio de seus clientes, onde a prioridade é garantir continuidade, resiliência e resposta a incidentes em tempo real. A automação auxilia na gestão da ingestão de dados, classificação de alertas e respostas combinadas de ciberinteligência. Nesse contexto, o SOC deixa de ser uma função técnica e se torna um facilitador estratégico que redefine a relação com o cliente, passando de intervenções pontuais para um acompanhamento constante baseado em confiança e resultados”, afirma um especialista do setor.

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