Mais de 166 mil famílias gaúchas abandonam programa Bolsa Família em 2023
Mais de 166 mil lares gaúchos superam a pobreza e deixam o Bolsa Família desde 2023
Desde a retomada do programa Bolsa Família em março de 2023, mais de 166 mil famílias no Rio Grande do Sul conseguiram superar a pobreza e se desligaram do benefício. Essa mudança é atribuída ao aumento da renda por meio de emprego formal ou empreendedorismo.
As famílias que deixaram o programa estão agora com renda acima de R$ 218 por pessoa, conforme a “Regra de Proteção”. Este mecanismo, implementado no novo modelo do Bolsa Família, garante a continuidade do recebimento de 50% do benefício por até 12 meses, desde que a renda per capita permaneça abaixo de R$ 706, assegurando assim uma transição segura para as famílias.
Em maio de 2026, mais de 7,7 mil famílias gaúchas abandonaram o programa. Porto Alegre foi a cidade com mais desligamentos, totalizando 1.195, seguida por Pelotas (279), Viamão (271), Canoas (257) e Gravataí (207). A lista também inclui São Leopoldo (188), Bagé (185), Alvorada (176), Santa Maria (175) e Caxias do Sul (165).
Situação nacional
No cenário nacional, mais de 5,1 milhões de núcleos deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026. Os estados que registraram o maior número de desligamentos incluem São Paulo (745,6 mil), Distrito Federal (546 mil), Bahia (487,6 mil), Minas Gerais (430,2 mil) e Rio de Janeiro (393,7 mil).
Entre as capitais, São Paulo lidera com 7.312 famílias que deixaram o programa. O Rio de Janeiro ocupa a segunda posição com 4.387 desligamentos, seguido por Fortaleza (3.790), Salvador (3.095) e Brasília (1.896).
Emprego
De acordo com o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, a nova estrutura do Bolsa Família estimula a inserção no mercado de trabalho. As 5,1 milhões de famílias que se desligaram do benefício conseguiram melhorar sua condição financeira através do emprego formal ou do empreendedorismo.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam que 80% das novas vagas com carteira assinada, criadas no primeiro trimestre deste ano, foram preenchidas por pessoas registradas no Cadastro Único (CadÚnico).
Além disso, um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que a renda dos trabalhadores mais pobres aumentou 10,7% no ano passado, superando a média nacional, em grande parte devido à criação de empregos formais e à implementação da “Regra de Proteção” do Bolsa Família.
O ministro ressaltou que os dados confirmam a efetiva inserção dos beneficiários no mercado de trabalho, desmistificando a ideia de que as famílias não buscam emprego devido ao recebimento do benefício.
