Trump prioriza América Latina em seu segundo mandato ao classificar terrorismo

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América Latina e Caribe lideram novas designações de organizações terroristas nos EUA.

A região da América Latina e do Caribe tem se tornado o foco das novas designações de organizações consideradas terroristas pelo governo dos Estados Unidos, com 55% das classificações ocorrendo nesses países.

No atual mandato do presidente Donald Trump, 29 novos grupos foram designados como ameaças terroristas globais. Desses, 16 estão localizados na América Latina e no Caribe, enquanto 9 pertencem ao Oriente Médio e 4 à Europa.

As classificações na América Latina abrangem seis países: México, Venezuela, Haiti, Equador, El Salvador e Brasil. No Brasil, duas facções, o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho), foram recentemente classificadas como organizações terroristas.

O México se destaca com o maior número de designações na região, totalizando 6 registros, dos quais 5 são cartéis de narcotráfico, incluindo Sinaloa e Jalisco Nueva Generación.

Esse panorama contrasta com o primeiro mandato de Trump, onde apenas 11 sanções desse tipo foram emitidas, com foco em grupos da Ásia e Oriente Médio. Naquela ocasião, o IRGC, uma força armada iraniana, foi classificado como organização terrorista estrangeira.

PCC e CV classificados

Em 28 de maio, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a classificação do PCC e do CV como organizações “terroristas”.

Essas facções foram rotuladas como “terroristas globais especialmente designados”, com efeito imediato, e passarão a ser oficialmente reconhecidas como “organizações terroristas estrangeiras” a partir de 5 de junho de 2026.

A justificativa para essa decisão é que o CV e o PCC são considerados “as organizações criminosas mais violentas do Brasil”, conforme declarado pelo Departamento de Estado. Os grupos possuem milhares de integrantes e são responsáveis por “ataques brutais” contra policiais, autoridades e civis.

A decisão gerou divisões no cenário político brasileiro. Enquanto os governistas expressam preocupações sobre possíveis retaliações econômicas ou diplomáticas dos EUA, a oposição celebra a ação, que foi impulsionada após uma visita do senador Flávio Bolsonaro a Donald Trump, onde solicitou a inclusão das facções na lista.

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