Tensão no Golfo: Irã Ataca Navios em Ormuz enquanto EUA Interceptam Mísseis no Kuwait e Bahrein
Conflito no Estreito de Ormuz se intensifica com novos ataques entre EUA e Irã.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou, neste sábado (6), que disparou contra quatro petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz sem a devida autorização. Além disso, o Irã relatou ter atacado bases militares americanas na região em resposta aos bombardeios realizados pelos EUA.
Em um comunicado oficial, o grupo destacou que os Estados Unidos seriam responsabilizados pelas consequências de um possível fechamento total do Estreito de Ormuz, que é crucial para as exportações energéticas da região, caso as ações norte-americanas, consideradas “provocações”, continuem.
Na mesma data, as forças norte-americanas atacaram instalações de radar iranianas após derrubarem drones lançados pelo Irã em direção ao Estreito de Ormuz. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou que os drones tinham como alvo o tráfego marítimo regional.
As forças americanas também interceptaram múltiplos mísseis balísticos e drones lançados pelo Irã em direção a países vizinhos do Golfo. Em resposta, o Irã afirmou ter atingido bases americanas em dois países da região, embora os militares dos EUA tenham declarado que a maioria dos projéteis foi interceptada antes de alcançar seus alvos.
As defesas aéreas do Kuwait interceptaram ataques de mísseis e drones não identificados, enquanto no Bahrein, sirenes foram acionadas e a população foi instruída a buscar abrigo.
Os EUA e o Irã estão envolvidos em negociações indiretas com o objetivo de estabelecer um acordo provisório que possa interromper a guerra que se intensificou nos últimos meses. No entanto, os confrontos regulares têm dificultado o progresso nas discussões diplomáticas.
Teerã exige acesso a bilhões de dólares em receitas de petróleo, a flexibilização das sanções sobre suas exportações e o fim do bloqueio americano aos seus portos, além de influência sobre o Estreito de Ormuz. O Irã já restringiu significativamente a navegação na área, que antes era responsável por cerca de um quinto do petróleo mundial.
