Operação do Ministério Público investiga funcionários fantasmas na Câmara de Guaíba

Compartilhe essa Informação

Ministério Público investiga esquema de funcionários-fantasmas na Câmara de Guaíba.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), iniciou a operação “Ponto Cego” para investigar irregularidades na Câmara de Vereadores de Guaíba.

O foco da investigação abrange cinco pessoas, entre assessores parlamentares e ocupantes de cargos em comissão, que supostamente registravam presença no ponto biométrico, mas deixavam a sede da Câmara para atividades particulares.

De acordo com informações, os investigados marcavam a entrada, permanecendo menos de 10 minutos nas dependências do Legislativo, antes de se dedicarem a atividades em escritórios de advocacia ou empresas ligadas aos próprios vereadores, além de práticas esportivas.

As denúncias que deram início às investigações foram corroboradas por depoimentos, vídeos e análises técnicas realizadas pelo Gaeco. As fraudes teriam ocorrido em várias datas ao longo do ano, e há indícios de que justificativas foram utilizadas no sistema de frequência para encobrir as ausências.

Como parte da operação, um mandado de busca e apreensão foi cumprido na Câmara, visando coletar documentos como vídeos de entrada e saída, folhas-ponto e escalas de serviço. O MPRS alerta que as ações em investigação podem configurar irregularidades administrativas e crimes, como inserção de dados falsos em sistemas.

As investigações continuam com o objetivo de esclarecer a extensão dos fatos, identificar os responsáveis e garantir a aplicação adequada dos recursos públicos. A população pode colaborar enviando informações ao MPRS por meio de WhatsApp, em dois números disponíveis.

O promotor responsável, Fernando Sgarbossa, afirmou que as evidências sugerem a existência de um esquema organizado de registro irregular de jornada, o que impacta diretamente a prestação de serviços públicos. O apoio do Gaeco foi essencial para a coleta de provas.

Rafael Riccardi também participou da operação, enquanto Rogério Meirelles Caldas, coordenador estadual do Gaeco, enfatiza que o combate ao uso indevido de recursos públicos é uma das prioridades do MPRS, buscando responsabilizar todos os envolvidos com uma investigação técnica e minuciosa.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *