Rebanho bovino dos EUA atinge menor nível em 75 anos, segundo Departamento de Agricultura

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Rebanho bovino dos EUA atinge menor nível em 72 anos, elevando preços da carne.

O rebanho bovino dos Estados Unidos alcançou seu menor tamanho desde 1951, conforme relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Essa redução, resultado de uma seca persistente, indica que os preços da carne bovina continuarão altos para os consumidores.

Em 1º de janeiro, o país contava com 86,2 milhões de bovinos e bezerros, refletindo uma diminuição de 0,4% em comparação ao ano anterior. Este cenário já havia sido apontado como um dos mais críticos na história recente da pecuária americana.

Especialistas afirmam que os preços elevados da carne bovina devem persistir por pelo menos mais dois anos. Isso se deve ao tempo necessário para criar gado pronto para abate, caso os pecuaristas decidam reconstituir seus rebanhos. No entanto, não há sinais claros de que essa recuperação esteja em andamento.

A pressão sobre os preços dos alimentos tem impactado a confiança do consumidor, que caiu para o nível mais baixo em mais de 11 anos e meio. Essa situação pressionou o governo a abordar a questão, especialmente em um ano eleitoral, onde as promessas de tornar a carne bovina mais acessível foram feitas, mas não cumpridas.

Os preços de varejo da carne moída, por exemplo, atingiram um recorde de US$ 6,69 por libra em dezembro, marcando um aumento significativo em relação ao ano anterior. Essa alta se deve, em parte, à diminuição contínua do rebanho de vacas, que vem enfrentando desafios devido à seca e ao aumento dos custos de alimentação.

A quantidade de vacas de corte caiu 1% em relação ao ano anterior, totalizando 27,6 milhões de cabeças, o menor número desde 1961. Essa diminuição reflete a dificuldade enfrentada pelos pecuaristas, que estão optando por enviar mais animais para o abate ao invés de mantê-los para reprodução.

Além disso, a Tyson Foods, uma das principais processadoras de carne bovina, anunciou o fechamento definitivo de uma fábrica em Nebraska, que empregava cerca de 3.200 trabalhadores, e a redução das operações em outra unidade no Texas. A empresa deve divulgar seus resultados financeiros em breve, o que pode trazer mais informações sobre o impacto dessa crise no setor.

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