Antonia Scalzilli destaca inovação, sustentabilidade e protagonismo feminino na pecuária gaúcha

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Líder do Instituto Desenvolve Pecuária destaca inovação e o papel das mulheres na transformação da pecuária gaúcha.

A pecuária gaúcha está passando por um momento de transformação, impulsionado por iniciativas que buscam integrar inovação e sustentabilidade. Antonia Scalzilli, presidente do Instituto Desenvolve Pecuária, ressalta a importância de comunicar esses avanços à sociedade urbana, sublinhando o papel estratégico da carne gaúcha tanto no mercado nacional quanto internacional.

Educar desde cedo sobre o agro

Scalzilli acredita que a educação agropecuária deve começar nas escolas, integrando o conhecimento sobre a produção de alimentos na formação dos jovens. O projeto Educarme visa trazer o tema à tona, com a expectativa de que se torne uma política de Estado. “É essencial que as crianças compreendam a origem dos alimentos e o respeito que temos pelo meio ambiente e pelos animais”, afirma.

Pecuária sustentável

A presidente do Instituto também menciona pesquisas inovadoras que visam a redução das emissões de gases na bovinocultura. Estudos indicam que uma dieta adequada não apenas minimiza a liberação de metano, mas também melhora a absorção de nutrientes. “A genômica permite identificar animais que emitem menos gases. O boi deve ser visto como parte de um ecossistema que busca a neutralidade de carbono”, explica.

O papel do Instituto Desenvolve Pecuária

Fundado há cinco anos, o Instituto tem como missão conectar pecuaristas, indústrias e a sociedade. Scalzilli enfatiza que a pecuária gaúcha se destaca por ser ambientalmente responsável e integrada ao bioma local. “Nosso objetivo é garantir a qualidade e a constância da produção e comunicar ao mundo o valor de nossa carne”, destaca.

Certificação e rastreabilidade

A certificação de origem da carne é uma prioridade do Instituto, que busca aumentar a rastreabilidade e a transparência para os consumidores. A ideia é que cada embalagem contenha informações detalhadas sobre a origem e o sistema de produção do animal, o que contribui para a confiança do consumidor na qualidade do produto. “O consumidor está cada vez mais interessado em saber a procedência do que consome, e a rastreabilidade individual garante essa informação”, ressalta Scalzilli.

Integração da cadeia produtiva

Historicamente, havia desconfiança entre pecuaristas e frigoríficos, mas o Instituto está trabalhando para eliminar essa barreira. “Quando todos os elos da cadeia se beneficiam, o setor cresce como um todo. Criamos o Fundo Carne para promover a carne gaúcha de qualidade e melhorar sua imagem no mercado”, explica.

Protagonismo feminino no campo

Outro aspecto importante abordado por Scalzilli é a crescente presença feminina na pecuária. Ela comemora a participação das mulheres no setor e destaca que o próximo Congresso de Criadores terá uma sessão dedicada a elas. “A qualificação agora é o que define a liderança, independentemente do gênero”, afirma.

Eventos internacionais

Em fevereiro, Scalzilli representará o Rio Grande do Sul no evento “Agro em Punta”, no Uruguai, que foca no intercâmbio de práticas pecuárias. “É uma chance de apresentar nosso trabalho e aprender com os países que têm a pecuária como uma vocação nacional”, salienta. Além disso, o Instituto está organizando o Dia da Pecuária na Expodireto Cotrijal em março e a segunda edição do Congresso de Criadores em junho.

Valorização da cultura gaúcha

Para Scalzilli, a pecuária é uma parte essencial da identidade cultural do Rio Grande do Sul. “O gaúcho se orgulha de sua cultura, que está intimamente ligada à carne que produzimos. É uma riqueza que deve ser valorizada e comunicada ao mundo”, conclui.

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