Oposição coleta 19 assinaturas para criação de CPI do Master na Alesp

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Deputado Guilherme Cortez busca assinaturas para investigar relações entre banco e prefeituras em São Paulo.

O deputado estadual e pré-candidato a deputado federal Guilherme Cortez (Psol-SP) anunciou que a oposição ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) já conseguiu reunir 19 das 23 assinaturas necessárias para protocolar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

O foco da investigação é apurar possíveis vínculos entre o Banco Master e diversas prefeituras do estado paulista. Cortez fez essa declaração em uma entrevista recente, destacando a importância do tema para a sociedade e a necessidade de transparência nas relações entre instituições financeiras e administrações públicas.

Além das prefeituras, a investigação pode também se expandir para incluir o governo estadual, dependendo dos resultados que surgirem durante a apuração. A iniciativa visa esclarecer a natureza das relações entre o banco e os municípios, que podem ter implicações significativas na gestão pública.

Um dos pontos que chamou a atenção da oposição é a doação de R$ 2 milhões feita à campanha de Tarcísio de Freitas em 2022 por Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro. A Polícia Federal identificou Zettel como um operador central em um caso que envolve o Banco Master, o que levanta questões sobre a legitimidade dessas doações e suas possíveis influências nas decisões políticas.

Cortez reconheceu que a obtenção das assinaturas restantes pode ser desafiadora, especialmente em um ano eleitoral, mas acredita que a mobilização da sociedade e a pressão da opinião pública podem ser determinantes para a instalação da CPI.

Durante a entrevista, o deputado também comentou sobre a importância das privatizações no debate eleitoral em São Paulo. Ele destacou que a privatização da Sabesp deve ser um dos temas centrais da campanha de Fernando Haddad (PT-SP) para o governo estadual, refletindo uma preocupação com a gestão dos recursos hídricos no estado.

Por fim, Cortez apontou que parte da esquerda cometeu um erro ao considerar o interior paulista como um território perdido politicamente. Ele acredita que o governo estadual não tem dado a devida atenção a essa região, o que pode abrir espaço para novas discussões e mobilizações políticas.

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