Polícia Civil do Rio detém três suspeitos de planejar ataque à Alerj
Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza operação e prende suspeitos de planejar ataque à Alerj.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta segunda-feira, a operação “Break Chain”, resultando na prisão de três pessoas ligadas a um plano de ataque à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A ação também incluiu o cumprimento de diversos mandados de busca e apreensão em locais relacionados aos investigados, que supostamente incitavam atos de violência e terrorismo.
As operações ocorreram na capital, na região metropolitana e no interior do estado. Os suspeitos planejavam utilizar bombas caseiras e coquetéis molotov, embora não houvesse informações sobre alvos específicos. Durante as buscas, a polícia encontrou materiais que continham instruções para a fabricação de artefatos incendiários, incluindo bolas de gude e pregos.
As investigações tiveram início quando agentes descobriram grupos de mensagens e páginas nas redes sociais que organizavam manifestações marcadas para esta segunda-feira, às 14h, coincidentemente no momento em que a Alerj realizaria uma sessão solene para a abertura do ano legislativo de 2026. Além disso, atos similares estavam previstos para ocorrer em outros estados do Brasil.
Inicialmente, a polícia planejava medidas cautelares contra quatro indivíduos. Contudo, novas informações surgiram na manhã desta segunda-feira, levando à identificação de mais 13 suspeitos. A identidade dos presos e detalhes sobre os outros investigados ainda não foram divulgados.
Grupo “Geração Z”
O grupo responsável pelo planejamento dos ataques se autodenominava “Geração Z”. As investigações revelaram que, apesar de se apresentarem como apartidários e contrários à corrupção, os membros do grupo promoviam ações violentas, incluindo ataques a prédios públicos e centros políticos.
A Secretaria de Segurança Pública informou que os investigados compartilhavam conteúdos que incitavam à violência e forneciam orientações para a confecção de artefatos explosivos. As evidências indicam uma clara intenção de causar destruição e representam um risco significativo à população.
Os suspeitos eram participantes ativos de grupos que operavam no Rio de Janeiro e exerciam influência direta sobre ações planejadas, incluindo a escolha de locais sensíveis para a execução dos ataques. A polícia destacou que a operação evitou um potencial ataque terrorista que poderia ter consequências devastadoras.
As investigações continuam em andamento, com o objetivo de identificar outros envolvidos e desarticular completamente a rede criminosa. A ação foi resultado de um trabalho meticuloso de inteligência que impediu a execução de um plano que visava desestabilizar a ordem pública.
