Flávio Bolsonaro reitera apoio à ação dos EUA contra PCC e CV enquanto evita polêmica sobre Pix

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Flávio Bolsonaro defende a classificação de PCC e CV como organizações terroristas enquanto busca apoio feminino em sua pré-candidatura à presidência.

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, reiterou sua posição a favor da classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Durante um evento voltado ao público feminino em São Paulo, ele evitou comentar sobre a ameaça do governo americano de sancionar o Brasil devido ao uso do sistema de pagamento Pix.

Recentemente, Flávio esteve em Washington, onde se reuniu com o presidente Donald Trump, e logo após, o governo dos EUA anunciou a classificação do PCC e CV como organizações terroristas. O senador argumentou que sua viagem teve como foco a luta contra o crime organizado no Brasil, afirmando que qualquer país faria o mesmo para combater o poder paralelo.

No entanto, a situação se complicou quando os Estados Unidos começaram a considerar a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, em resposta a críticas sobre práticas comerciais, incluindo o sistema de pagamentos Pix. Esse novo cenário gerou questionamentos em relação à pré-campanha de Flávio, que não se manifestou sobre o tema quando indagado.

Durante o evento, Flávio também expressou sua intenção de escolher uma mulher como vice, buscando desviar críticas ao seu pai, Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar. Ele defendeu a presença de mulheres em seu gabinete e na administração do ex-presidente, utilizando sua própria família como exemplo de apoio feminino.

Essa estratégia visa fortalecer sua imagem entre o eleitorado feminino, um dos pontos vulneráveis em sua campanha, especialmente considerando a histórica dificuldade do clã Bolsonaro em se conectar com esse público. Flávio já havia demonstrado essa intenção em ações anteriores, como ao usar uma camiseta com a frase “pai de menina” e ao apoiar a inclusão da misoginia como crime na Lei do Racismo.

Além disso, a participação de sua esposa, Fernanda Bolsonaro, em eventos de campanha demonstra uma tentativa de humanizar sua imagem. Flávio também está buscando alianças com lideranças religiosas para ampliar seu alcance entre as eleitoras católicas.

Com o intuito de atrair esse segmento, ele está considerando a deputada federal Simone Marquetto (PP-SP) como uma potencial vice em sua chapa, reconhecendo sua proximidade com a Igreja Católica e sua influência nesse meio.

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