Reid Hoffman se afasta do conselho da Microsoft após quase dez anos para focar em nova startup
Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn, deixará o conselho da Microsoft ao final do ano.
A Microsoft anunciou que Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn, não buscará a reeleição para o conselho de diretores da empresa, decisão comunicada na terça-feira. Hoffman, que tem 58 anos, permanecerá no cargo até a reunião anual da companhia, prevista para o segundo semestre.
Essa saída marca o fim de quase uma década de atuação no conselho, que começou após a aquisição do LinkedIn pela Microsoft em 2016, por US$ 27 bilhões. Hoffman ingressou no conselho em 2017, um ano após a conclusão do negócio. Antes de cofundar o LinkedIn em 2002, ele foi vice-presidente executivo do PayPal e, em 2009, tornou-se sócio-geral da gestora de venture capital Greylock.
A decisão de Hoffman está relacionada ao seu novo projeto, a Manas, uma empresa que se define como uma companhia biofarmacêutica nativa em inteligência artificial. Ele expressou sua intenção de se dedicar integralmente a essa nova empreitada. Em um podcast com o CEO da Microsoft, Satya Nadella, Hoffman comentou sobre sua transição para o modo fundador.
Hoffman tem uma trajetória significativa no ecossistema de inteligência artificial. Ele foi um dos primeiros financiadores da OpenAI, fundada em 2015. Com o aprofundamento da parceria entre a Microsoft e a OpenAI, Hoffman deixou o conselho da startup em 2023 para evitar conflitos de interesse, afirmando que sua saída ajudaria a prevenir questões futuras para a OpenAI e as empresas do portfólio da Greylock.
Além de sua atuação no LinkedIn e na OpenAI, Hoffman cofundou a Inflection, uma startup de inteligência artificial ao lado de Mustafa Suleyman, fundador do laboratório DeepMind. Recentemente, a Microsoft anunciou a contratação de Suleyman, que agora lidera a divisão de IA da empresa.
Nos últimos meses, Hoffman esteve envolvido em controvérsias políticas e jurídicas. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou comunicações entre ele e Jeffrey Epstein, o que gerou pedidos de desculpas públicos por parte de Hoffman. Mais recentemente, ele foi mencionado em investigações relacionadas a contribuições para processos judiciais envolvendo E. Jean Carroll e o ex-presidente Donald Trump, defendendo sua posição em redes sociais.
