Documentos secretos expõem tática implacável da China que tornou Coreia do Norte intocável
Coreia do Norte transforma desafios em oportunidades de poder sob Kim Jong-un.
Durante décadas, a Coreia do Norte foi considerada um dos países mais isolados do mundo. Recentemente, uma investigação revelou que, apesar das dificuldades enfrentadas, o governo de Kim Jong-un conseguiu usar essa situação como uma oportunidade para consolidar seu poder.
A pandemia de Covid-19, a guerra na Ucrânia e mudanças nas alianças internacionais permitiram que a Coreia do Norte diminuísse sua dependência da China e fortalecesse suas relações com a Rússia.
Covid-19 levou Kim Jong-un a pedir desculpas à população
No auge da pandemia, Kim Jong-un fez um pedido público de desculpas à população, uma atitude incomum para os padrões do regime. Ele reconheceu que seus esforços não foram suficientes para aliviar as dificuldades enfrentadas pelo povo, que estava passando por uma grave crise econômica.
A propaganda estatal, que normalmente retrata o líder como infalível, foi desafiada por essa declaração. Especialistas indicam que a população estava lidando com uma severa escassez de alimentos e outros recursos, exacerbada pelo fechamento das fronteiras e a redução do comércio com a China.
Pandemia também fortaleceu o controle do regime norte-coreano
Embora a crise tenha impactado a economia, ela também proporcionou ao regime uma oportunidade de aumentar seu controle sobre a sociedade. O governo intensificou a repressão ao contrabando e às atividades de mercado paralelo, que eram essenciais para a sobrevivência de muitas famílias.
Além disso, punições severas foram implementadas para aqueles que consumissem conteúdos considerados “antissocialistas”, como filmes e músicas estrangeiras, reduzindo assim a influência externa e fortalecendo o controle estatal.
Guerra na Ucrânia alterou as relações governamentais
A invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 foi um ponto de virada significativo. A necessidade da Rússia por munições e equipamentos militares abriu novas oportunidades econômicas para a Coreia do Norte, que começou a fornecer armamentos e apoio logístico em troca de recursos estratégicos, como alimentos e petróleo.
Essa colaboração não apenas melhorou a situação econômica de Pyongyang, mas também fortaleceu laços políticos e militares, reduzindo o impacto das sanções internacionais que limitavam o crescimento do regime.
China voltou a se aproximar de Kim Jong-un
A China, historicamente o principal parceiro econômico da Coreia do Norte, começou a reestabelecer laços à medida que Pyongyang se aproximava de Moscou. A visita do presidente chinês Xi Jinping e os sinais de cooperação entre os dois países indicam uma tentativa de Pequim de manter sua influência sobre um aliado estratégico.
Especialistas acreditam que a China busca evitar que a Coreia do Norte se torne excessivamente dependente da Rússia, especialmente em um contexto de crescente rivalidade geopolítica com os Estados Unidos.
Mudanças econômicas dentro da Coreia do Norte
Apesar das dificuldades enfrentadas pela maioria da população, há indícios de transformações na infraestrutura do país. O governo tem investido em projetos de desenvolvimento urbano e turístico, como novos conjuntos habitacionais, estações de esqui, resorts termais e cidades costeiras planejadas.
Além disso, há relatos de aumento na circulação de veículos particulares e a expansão de postos de combustíveis, além do surgimento de aplicativos para compras e serviços de entrega em Pyongyang. No entanto, essas melhorias parecem estar concentradas principalmente na capital e em áreas prioritárias para o regime.
