Conselho de Ética da Câmara aprova suspensão de Marcos Pollon

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Deputado Marcos Pollon é suspenso por dois meses após quebra de decoro parlamentar.

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados tomou uma decisão importante nesta terça-feira (9), ao aprovar a suspensão do mandato do deputado Marcos Pollon (PL-MS) por um período de dois meses. A decisão foi baseada em um parecer do deputado Ricardo Maia (MDB-BA), que já havia recomendado sanções semelhantes ao parlamentar anteriormente.

A suspensão decorre de um incidente ocorrido em agosto de 2025, durante um ato político em Campo Grande (MS), onde Pollon fez um discurso que continha ofensas e palavras de baixo calão direcionadas ao presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). A representação contra Pollon foi apresentada pelo deputado Gilberto Abramo (Republicanos-MG), que argumentou que a fala do colega prejudicou a imagem do Parlamento.

Inicialmente, o relator sugeriu um afastamento de três meses, mas posteriormente alterou a proposta para 60 dias. Pollon ainda tem a opção de recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para contestar possíveis vícios no processo, e o relatório final será enviado ao Plenário para aprovação.

Pollon já enfrentava outra suspensão em andamento, relacionada a uma ocupação irregular da Mesa Diretora. O caso atual, no entanto, ganhou notoriedade devido à natureza das ofensas proferidas durante sua fala, que viralizou nas redes sociais, especialmente em sua base eleitoral.

Durante sua manifestação, Pollon criticou outros parlamentares, afirmando que “nós não temos coragem de peitar o bosta do Hugo Motta”, o que gerou repercussão negativa e levantou questões sobre o respeito e a ética no exercício do mandato. A defesa do deputado argumentou que as ofensas não deveriam ser consideradas, alegando falta de provas e invocando a imunidade parlamentar.

Em seu voto, Ricardo Maia destacou que a conduta de Pollon infringiu os deveres fundamentais dos congressistas e manchou a honra da Casa. O relator também enfatizou que as críticas feitas pelo deputado não eram de natureza institucional, mas sim ataques pessoais.

Antes da votação, Pollon expressou gratidão ao relator e ao presidente do Conselho, Fabio Schiochet (União-SC), pelo tratamento recebido durante o processo. Ele reconheceu que a situação é difícil, mas destacou a importância de entender os motivos que o levaram a agir de maneira diferente do habitual.

O deputado também fez uma reflexão sobre o estado atual da democracia no Brasil, mencionando que o Judiciário tem modulado as leis de forma a punir indivíduos por suas opiniões, e prestou homenagem ao vereador Cleiton Profeta (PL), que também enfrentou sanções por quebra de decoro parlamentar.

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