Fifa em Lamento: Presidente Comenta Exclusão de Árbitro Somali nos EUA e Reconhece Limites de Controle

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Gianni Infantino lamenta a exclusão do árbitro somali Omar Artan da Copa do Mundo de 2026.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, expressou sua decepção em relação à exclusão do árbitro somali Omar Artan, que não poderá participar da Copa do Mundo de futebol, prevista para começar em breve. A decisão foi tomada devido a questões migratórias que impediram a entrada do árbitro nos Estados Unidos.

Infantino afirmou em uma coletiva de imprensa que a Fifa não tem controle sobre decisões migratórias dos países-sede do torneio. Ele destacou que a situação de Artan é lamentável, mas que a entidade está fazendo esforços para entender as circunstâncias que levaram a essa decisão.

“É lamentável o que aconteceu com Omar. Mas, novamente, não controlamos tudo. Estamos trabalhando nos bastidores, tentando entender a situação, mas há coisas que podemos saber, outras que não podemos saber”, declarou Infantino.

A Fifa já havia comunicado anteriormente que não interfere nas decisões das autoridades migratórias. Infantino reiterou essa posição, enfatizando que a organização não pode se intrometer em assuntos governamentais, incluindo questões de imigração.

“Estamos sempre tentando encontrar soluções, mas precisamos reconhecer que não somos os donos do mundo, que podem mandar em governos e forças policiais — somos uma organização esportiva”, acrescentou o presidente da Fifa.

O árbitro Omar Artan foi retirado do quadro de árbitros da Copa do Mundo após sua entrada nos Estados Unidos ser negada. A Fifa confirmou que ele não poderá atuar ou treinar durante o torneio, uma decisão que foi informada pelas autoridades migratórias.

Artan, que faz parte do quadro da Fifa desde 2018, é considerado um árbitro respeitado na África e foi eleito Árbitro do Ano pela Confederação Africana de Futebol em 2025. Sua exclusão é vista como uma perda significativa para a representação africana no evento esportivo.

Omar Artan seria o primeiro árbitro somali a apitar jogos na Copa do Mundo. Aos 34 anos, ele estava entre os 52 árbitros selecionados para a edição deste ano do torneio, que será realizada em conjunto por Canadá, México e Estados Unidos.

A comunidade do futebol expressou apoio a Artan, ressaltando que sua exclusão não apenas prejudica sua carreira, mas também questiona o compromisso do futebol com a equidade e o mérito. O governo Trump não se pronunciou publicamente sobre o caso até o momento.

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