Quase metade das empresas brasileiras planeja adiar migração para a nuvem nos próximos três anos

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Estudo revela que muitas empresas brasileiras ainda hesitam em migrar para a computação em nuvem.

Apesar da crescente importância da computação em nuvem na transformação digital, uma parte significativa das empresas no Brasil não planeja migrar suas operações para esse modelo em um futuro próximo. Um estudo recente destacou essa realidade, revelando que a adoção da nuvem ainda enfrenta resistência.

Entre as empresas que não utilizam serviços de cloud, 47% indicam que a migração ocorrerá apenas em um horizonte de três anos ou mais. Outros 25% esperam realizar a transição entre um e três anos, enquanto apenas 28% estão dispostas a iniciar a adoção da tecnologia nos próximos 12 meses.

A pesquisa sugere que a resistência à migração não está relacionada à falta de conhecimento, mas sim à necessidade de evidenciar benefícios concretos para os negócios. As organizações estão priorizando ganhos operacionais e técnicos em vez de se deixarem levar por tendências de mercado.

Os principais motivadores para a futura adoção da nuvem estão centrados na eficiência operacional. A melhoria de desempenho é citada por 41% dos entrevistados, seguida pela redução de custos, mencionada por 40%, e pela busca por flexibilidade e escalabilidade, destacada por 39% dos respondentes.

Fatores relacionados à infraestrutura e continuidade dos negócios também surgem como prioridades. A melhoria da segurança foi apontada por 29% dos entrevistados, enquanto 28% consideram a disponibilidade dos sistemas um elemento crucial para acelerar a migração.

Um dado interessante do estudo é que apenas 16% dos participantes identificaram a aceleração da adoção de inteligência artificial como um fator determinante para a migração para a nuvem. Isso indica uma percepção ainda em transformação, refletindo a necessidade de um entendimento mais profundo sobre a relação entre IA e nuvem.

A análise sugere que a evolução dos agentes de IA pode mudar a forma como as empresas interagem com a tecnologia, associando inteligência artificial a aplicações mais práticas e mensuráveis nas operações corporativas.

A TOTVS destaca a criação de agentes especializados para funções de negócio, com o objetivo de demonstrar ganhos práticos em áreas como fiscal, recursos humanos e logística, reforçando a conexão entre a infraestrutura em nuvem e novas aplicações de inteligência artificial.

Conforme as organizações começam a perceber retornos mais claros sobre investimentos em IA, a computação em nuvem pode deixar de ser vista apenas como uma alternativa para redução de custos, assumindo um papel fundamental como base tecnológica para iniciativas de aumento de produtividade e automação de processos.

Os resultados do levantamento indicam que, embora a adoção da nuvem continue a crescer no Brasil, o ritmo dessa expansão dependerá da capacidade dos fornecedores em demonstrar benefícios tangíveis para as empresas que ainda operam em ambientes totalmente on-premises.

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