Aumento de 10% na presença de mulheres nas Forças Armadas em cinco anos
Crescimento da participação feminina nas Forças Armadas do Brasil é notável nos últimos anos.
A participação feminina nas Forças Armadas do Brasil teve um aumento significativo de 9,9% nos últimos cinco anos, passando de 34.227 mulheres em 2021 para 37.622 em 2025.
No último ano, as mulheres representaram 10,9% do total efetivo das três Forças: Exército, Marinha e Aeronáutica.
A Aeronáutica se destaca como a Força com a maior participação feminina, com 15.080 mulheres, correspondendo a 22,3% do efetivo total. Esse crescimento reflete a busca por maior igualdade de gênero e oportunidades dentro das instituições militares.
A Marinha, embora tenha o menor número absoluto de mulheres, com 9.084, apresenta uma proporção de 12,5% do total de efetivos, ocupando a segunda posição em termos percentuais. Essa realidade demonstra um esforço contínuo para integrar as mulheres nas diversas funções militares.
Por outro lado, o Exército conta com 13.458 mulheres, o que representa 6,5% do efetivo total. Essa diferença percentual em relação às outras Forças pode estar relacionada a fatores históricos e culturais que ainda influenciam a escolha da carreira militar por mulheres.
ALISTAMENTO FEMININO
A possibilidade de alistamento para mulheres nas Forças Armadas é uma iniciativa recente, introduzida em 2025. Candidatas com mais de 18 anos agora podem se alistar voluntariamente, uma mudança que visa aumentar a presença feminina no serviço militar.
O objetivo do Ministério da Defesa é que, em até 10 anos, as mulheres representem 20% das vagas do alistamento militar. Antes dessa mudança, o ingresso de mulheres nas Forças Armadas ocorria apenas por meio de concursos públicos ou escolas militares.
Em março de 2026, um marco foi alcançado com a incorporação de 1.467 mulheres ao Serviço Militar Inicial Feminino, atuando em 13 estados e no Distrito Federal. Essa inclusão representa um passo importante na promoção da igualdade de gênero nas Forças Armadas.
A formação básica das voluntárias dura de 3 a 4 meses, dependendo da Força. Durante esse período, elas se adaptam à rotina militar, participando de atividades que incluem treinamento físico, manuseio de armamentos e serviços de guarda.
Após a conclusão da formação, as mulheres desempenham funções administrativas e operacionais, com suas atividades sendo equivalentes às dos homens, garantindo igualdade de oportunidades e benefícios.
1ª MULHER GENERAL
Em 2026, a coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho fez história ao se tornar a primeira mulher a alcançar o generalato no Exército Brasileiro. Sua promoção, ocorrida em uma cerimônia em abril, foi considerada um avanço significativo na integração feminina nas Forças Armadas.
O comandante do Exército, general Tomás Paiva, destacou a importância dessa promoção e a crescente inclusão de mulheres em áreas operacionais. A partir de 2026, as mulheres também começaram a integrar o quadro de Comunicações e atividades de combate.
Além disso, o Exército lançou o Serviço Militar Feminino voluntário, com 1.465 mulheres selecionadas entre 34.000 candidatas. Cláudia Cacho foi a única mulher promovida entre os 30 oficiais na cerimônia, simbolizando um passo importante rumo à igualdade de gênero nas Forças Armadas.
