Banco Mundial aprova US$ 2 bilhões para ajudar Argentina a enfrentar dívida
Banco Mundial garante US$ 2 bilhões para auxiliar Argentina em suas dívidas.
O Banco Mundial (BM) anunciou uma garantia de 2 bilhões de dólares, equivalente a 10,18 bilhões de reais, destinada a apoiar a Argentina na gestão de suas dívidas. Este aporte financeiro surge em um momento crítico, à medida que o país enfrenta desafios econômicos significativos.
A garantia é composta por dois programas distintos do BM. O primeiro é baseado no desempenho macroeconômico do país e é concedido pelo Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird). O segundo programa é uma garantia da Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (Miga).
De acordo com o BM, essas garantias cobrirão 95% dos pagamentos do serviço da dívida do empréstimo comercial, permitindo que a Argentina diminua seus custos de financiamento e fortaleça a gestão da dívida pública. Esta medida é vista como um passo crucial para estabilizar a economia argentina.
Em julho, a Argentina terá que enfrentar o pagamento de aproximadamente 4,3 bilhões de dólares, ou 21,88 bilhões de reais, em dívidas com credores privados, o que torna a assistência do BM ainda mais relevante.
A vice-presidente do BM para a América Latina e o Caribe destacou que essa estrutura inovadora de garantias facilitará o retorno do país aos mercados internacionais de capitais, ao mesmo tempo em que apoia reformas voltadas para impulsionar o investimento privado, a produtividade e a resiliência a longo prazo.
Em 2024, o Banco Mundial lançou uma plataforma de garantias para seus membros, permitindo que eles acessem os mercados internacionais de dívida com o respaldo da instituição, o que pode ser crucial para a recuperação econômica da Argentina.
A agenda de reformas ultraliberais implementada pelo governo de Javier Milei tem atraído a atenção dos mercados, possibilitando o retorno da Argentina ao financiamento privado estrangeiro e ao Fundo Monetário Internacional (FMI).
Recentemente, o FMI também aprovou um novo desembolso de 1 bilhão de dólares, parte de um programa em andamento com a Argentina que totaliza 20 bilhões de dólares. O ajuste fiscal promovido por Milei resultou em dois anos de superávit, e as agências de classificação de risco S&P e Fitch elevaram a nota da dívida soberana argentina, sinalizando uma recuperação gradual da confiança no país.
