Implantação do novo CNPJ representa desafio para áreas de TI dos bancos, afirma Capco
Mudança no CNPJ para formato alfanumérico exigirá adaptações significativas nas instituições financeiras.
Em meio à evolução do sistema financeiro digital, bancos, instituições de pagamento e seguradoras enfrentam um novo desafio: adaptar seus sistemas para o novo formato alfanumérico do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).
A Receita Federal do Brasil (RFB) iniciará a implementação dessa mudança em julho deste ano, conforme anunciado por meio da Instrução Normativa nº 2229. Essa alteração é uma resposta à crescente demanda por novos registros de CNPJ, que já se aproximam de 100 milhões, sendo que 60 milhões já estão em uso.
A complexidade dessa transição se dá pelo impacto direto nas estruturas internas das instituições financeiras, que precisarão atualizar seus bancos de dados e interfaces. “A adequação dos sistemas existentes é mais arriscada do que a implementação de uma nova tecnologia, como o Pix”, explica um especialista do setor.
Os riscos associados a essa mudança são elevados, especialmente para instituições que utilizam sistemas legados. Muitos desses sistemas não têm documentação adequada, o que dificulta a identificação das alterações necessárias e pode resultar em erros operacionais.
Para mitigar esses riscos, a inteligência artificial generativa se apresenta como uma ferramenta valiosa. Vários bancos já começaram a se preparar para essa transição, que pode levar meses para ser concluída, mas que promete facilitar a adaptação ao novo CNPJ.
