Eduardo compartilha foto de Moraes com ator que interpreta vilão de Harry Potter
Ex-deputado critica ministro do STF após condenação de 4 anos e 2 meses.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro utilizou suas redes sociais para fazer uma ironia sobre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após ser condenado a 4 anos e 2 meses de prisão.
Na postagem, Eduardo compartilhou uma imagem que o compara a Voldemort, o famoso vilão da série “Harry Potter”, e questionou a rapidez da Justiça brasileira em relação a processos que envolvem crimes cometidos fora do país, especificamente nos Estados Unidos, onde reside atualmente.
O personagem Voldemort, criado pela autora J.K. Rowling, é conhecido por sua busca pelo poder e pela eliminação de seus inimigos, sendo reconhecido por sua aparência peculiar e suas vestes escuras.
Eduardo Bolsonaro, que tem sido um crítico frequente de Moraes, pediu a reinstauração de sanções contra o ministro por parte do governo dos Estados Unidos, alegando que ele é um “violador de direitos humanos”. O ex-deputado se manifestou contra o processo judicial que enfrentou, alegando não reconhecer sua validade e acusando Moraes de agir como juiz e vítima ao mesmo tempo.
A condenação foi decidida pela 1ª Turma do STF, que considerou que Eduardo tentou pressionar membros da Corte durante o julgamento de uma ação penal que envolvia seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A coação, conforme o artigo 344 do Código Penal, envolve o uso de ameaças ou violência contra autoridades ou testemunhas em processos judiciais.
Além da pena de prisão, Eduardo também foi multado em 50 dias-multa, totalizando cerca de R$ 162,1 mil. A decisão do STF resultou na perda de seu cargo como escrivão da Polícia Federal e na inelegibilidade.
Os efeitos da condenação não são imediatos, pois a defesa ainda pode recorrer da decisão. A execução da pena só ocorrerá após o trânsito em julgado, momento em que não haverá mais possibilidade de apelação. Enquanto isso, Eduardo não poderá ser preso a menos que o STF determine uma prisão preventiva.
Caso a condenação se torne definitiva, existe a possibilidade de que o Brasil solicite a extradição do ex-deputado, o que dependerá da análise das autoridades dos Estados Unidos, onde ele reside desde fevereiro de 2025.
