EUA consideram condenação de Eduardo Bolsonaro como perseguição

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Departamento de Estado dos EUA critica condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos manifestou sua preocupação em relação à recente condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), classificando o ato como uma forma de “perseguição” e “guerra jurídica”.

A 1ª Turma do STF decidiu, por unanimidade, condenar Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo. A condenação ocorreu após a constatação de que o ex-deputado tentou intimidar o Judiciário brasileiro enquanto estava nos Estados Unidos, em meio a investigações que envolvem seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar desde março de 2026.

Em uma declaração oficial, um porta-voz do Departamento de Estado ressaltou que essa condenação é um exemplo de um padrão de uso político do sistema judicial no Brasil, direcionado contra opositores políticos. A nota enfatizou que os debates políticos devem ocorrer através de eleições democráticas, e não por meio de condenações judiciais.

Durante a repercussão da condenação, o ex-presidente Donald Trump confundiu Eduardo Bolsonaro com seu irmão, Flávio Bolsonaro, ao comentar sobre a situação. Trump afirmou que “prenderam um Bolsonaro” que estava “indo bem nas pesquisas”, errando ao dizer que Eduardo havia sido preso.

Eduardo Bolsonaro, que se encontra autoexilado nos Estados Unidos, foi condenado pela 1ª Turma do STF em um julgamento que terminou com um placar de 4 a 0. O ministro Alexandre de Moraes destacou que o ex-deputado utilizou sanções e tarifas dos Estados Unidos como forma de intimidar o Supremo Tribunal Federal e beneficiar seu pai. Moraes afirmou que as ações de Eduardo não se tratavam de meras manifestações políticas, mas de tentativas de coação.

O ministro também apontou que Eduardo e Paulo Figueiredo levaram documentos da Justiça brasileira a autoridades americanas na tentativa de justificar medidas contra autoridades do Brasil, ligando essas ações diretamente ao julgamento da ação penal envolvendo Jair Bolsonaro.

VISITA DE FLÁVIO A TRUMP

No dia 26 de maio, Flávio Bolsonaro se encontrou brevemente com Donald Trump em Washington, e o ex-presidente compartilhou fotos do encontro em sua rede social. Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo também estavam presentes nas imagens.

Em 1º de junho, a administração Trump anunciou a proposta de uma tarifa de 25% sobre diversos produtos importados do Brasil. O presidente Lula atribuiu a Flávio e Eduardo a responsabilidade pela articulação dessa medida, interpretada como um movimento para prejudicar sua candidatura à reeleição.

A decisão final sobre a implementação da tarifa ficará a cargo de Trump. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) listou diversos temas como alvos da investigação, incluindo:

  • Pix;
  • comércio digital;
  • tarifas preferenciais;
  • combate à corrupção;
  • proteção à propriedade intelectual;
  • acesso ao mercado de etanol;
  • desmatamento ilegal.

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