Aumento da desconfiança entre industriais gaúchos é registrado em junho, revela pesquisa da Fiergs

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Confiança dos industriais no Rio Grande do Sul cai para 45,2 pontos em junho.

O Icei-RS (Índice de Confiança do Empresário Industrial do Rio Grande do Sul) registrou uma queda significativa, atingindo 45,2 pontos em junho, uma redução de 0,7 ponto em comparação a maio. Esse resultado reflete uma crescente desconfiança entre os industriais, com a distância da linha dos 50 pontos indicando uma percepção negativa ampla.

De acordo com análises de especialistas, a recuperação da confiança industrial enfrenta sérios obstáculos no atual cenário econômico. A inflação persistente e a manutenção das taxas de juros em níveis elevados têm limitado os investimentos. Além disso, fatores externos como o conflito no Oriente Médio e as tarifas impostas pelos Estados Unidos continuam a impactar negativamente os negócios e a confiança dos industriais.

O índice que mede as expectativas para os próximos seis meses foi o principal responsável pela queda em junho, apesar de uma leve melhora na avaliação das condições atuais, que subiu de 40,6 para 41,9 pontos, representando um aumento de 1,3 ponto e marcando o segundo crescimento consecutivo.

O Índice de Condições da Economia Brasileira também apresentou evolução, passando de 33,3 para 35 pontos. Entretanto, a percepção entre os industriais ainda é majoritariamente negativa, com 56,1% afirmando que as condições da economia pioraram ou pioraram muito.

O Índice de Condições da Empresa atingiu 45,4 pontos, mostrando um aumento de 1,1 ponto em relação ao mês anterior, alcançando o maior nível em um ano. Os dados indicam uma diminuição na intensidade da avaliação negativa, com a proporção de industriais que relataram piora das condições diminuindo de 32,6% para 27,3%. A parcela que viu estabilidade aumentou de 55,8% para 59,7%.

Expectativas para o futuro

As expectativas que se mostraram promissoras em maio não se sustentaram em junho. O indicador que mede as expectativas recuou de 48,5 pontos para 46,8 pontos, aumentando a distância do ponto de neutralidade, sinalizando um pessimismo mais generalizado entre os industriais gaúchos para os próximos seis meses.

O Índice de Expectativas para a Própria Empresa, embora tenha permanecido otimista pelo segundo mês consecutivo, também apresentou uma queda de 1,7 ponto, alcançando 51,3 pontos. Isso indica um otimismo que se torna menos generalizado e intenso em relação ao mês anterior. Dentro desse cenário, 60,4% dos empresários esperam estabilidade para suas empresas nos próximos seis meses, enquanto 23% projetam uma melhora nas condições de negócios.

O Índice de Expectativas da Economia Brasileira também apresentou uma queda em junho, recuando 1,9 ponto em relação a maio e atingindo 37,9 pontos. Esse resultado reforça um quadro de pessimismo em relação à economia nacional, com 45,3% dos industriais esperando uma deterioração nas condições econômicas nos próximos seis meses.

A pesquisa que gerou esses dados foi realizada entre os dias 1º e 12 de junho, abrangendo 139 empresas, sendo 29 pequenas, 45 médias e 65 grandes.

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