Homem é preso em operação por chantagem sexual na internet contra adolescente gaúcha
Operações do Ministério Público visam combater crimes virtuais contra menores.
Nesta semana, o Ministério Público do Rio Grande do Sul, através do seu Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (Nupve), iniciou operações contra crimes virtuais relacionados a aliciamento e extorsão. A investigação foca um jovem de 19 anos, residente em Xanxerê (SC), que se aproximou de uma garota de 12 anos da cidade de Carazinho (RS) por meio das redes sociais.
Com o suporte do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Santa Catarina, as autoridades identificaram que o suspeito criou um vínculo de confiança com a adolescente, posteriormente utilizando esse laço para exigir conteúdos íntimos e outros atos sob ameaça.
Os atos praticados pelo investigado incluem manipulações conhecidas no ambiente digital, como ‘grooming’, onde se busca obter imagens íntimas, ‘doxing’, que envolve ameaças de divulgação de informações pessoais, e ‘stalking’, que é a perseguição contínua à vítima.
Durante a operação, as ordens de busca foram cumpridas em Xanxerê, com o intuito de coletar provas que aprofundem a investigação. Entre os itens apreendidos estão celulares, computadores, cadernos, desenhos e livros que fazem referência a ideologias extremistas, incluindo materiais associados ao nazismo e cultos satanistas.
A análise do material coletado é fundamental para entender a extensão dos crimes, pois há indícios de outras possíveis vítimas. As provas obtidas até agora devem servir como base para a responsabilização do autor perante a Justiça.
Além disso, uma operação similar realizada esta semana em conjunto entre o MPRS e a Polícia Civil do Paraná culminou na prisão preventiva de outro jovem de 19 anos, também por delitos semelhantes. Ele é acusado de abusos sexuais contra uma adolescente de 13 anos em Pato Branco (PR).
O investigado foi encontrado em Gravataí (RS), onde a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão. Agentes do MPRS foram fundamentais na identificação do suspeito e na localização de sua residência.
De acordo com as investigações, o jovem enfrentou acusações como estupro de vulnerável em ambiente virtual, coação para a produção de material de abuso sexual infantojuvenil, induzimento à automutilação e danos psicológicos à vítima. O caso foi trazido à atenção das autoridades após a adolescente relatar a situação a professores na escola.
Com base nas informações coletadas, diligências foram realizadas que possibilitaram a identificação do autor dos crimes, levando à decretação de medidas judiciais contra ele. Entre os itens apreendidos estão um telefone celular e um computador, que passarão por perícia técnica para análise de dados. O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional do Rio Grande do Sul.
