” A arte da Guerra”: Hospital em Toulouse é evacuado após homem dar entrada com projétil da Primeira Guerra Mundial no reto
Paciente de 24 anos procurou atendimento médico e surpreendeu equipe ao revelar objeto histórico, levando à mobilização de esquadrão antibombas na França
Um episódio inusitado mobilizou equipes médicas, policiais e especialistas em desativação de explosivos na cidade de Toulouse, no sul da França, no último sábado (31). Um homem de 24 anos chegou ao Hospital Universitário de Rangueil com fortes dores e, durante a avaliação médica, foi descoberto que um projétil de artilharia da Primeira Guerra Mundial estava alojado em seu reto. A situação gerou temor de risco explosivo e levou à evacuação parcial do hospital e à ação coordenada de equipes de emergência.
Segundo informações de veículos internacionais, o paciente relatou aos médicos que havia inserido um objeto no ânus, sem especificar o que seria. Ao iniciar uma cirurgia de emergência para retirada do corpo estranho, a equipe cirúrgica constatou que se tratava de um obus de artilharia de cerca de 20 cm de comprimento e pouco mais de 3 cm de diâmetro, datado de 1918.
Evacuação e resposta de emergência
Diante da possibilidade de que o artefato ainda pudesse representar um risco, os profissionais de saúde interromperam a intervenção e acionaram as autoridades. Policiais e um esquadrão antibombas estabeleceram um perímetro de segurança e evacuaram parte do hospital enquanto avaliavam o projétil e as medidas para neutralizar qualquer perigo.
Especialistas determinaram que o dispositivo não representava risco imediato de explosão, permitindo que as atividades no hospital fossem retomadas após o controle da situação. O paciente permaneceu sob observação médica e não houve relatos de ferimentos graves decorrentes do objeto em si.
Investigação e possíveis desdobramentos
Após a retirada do projétil, autoridades francesas informaram que o homem deve ser ouvido pela polícia, que pode abrir um procedimento por violação da legislação sobre armamentos e munições, dada a natureza do artefato histórico de uso militar.
O caso surpreendeu não apenas pela natureza do objeto, mas também pela necessidade de mobilização das equipes de emergência em um ambiente hospitalar. Ele se soma a episódios semelhantes registrados em anos anteriores na Europa, em que artefatos militares históricos foram encontrados em circunstâncias inusitadas no interior de pacientes, também exigindo ações de segurança para garantir a proteção de profissionais e pacientes.
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