Trump defende que é hora de o país avançar e deixar o caso Epstein para trás

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Justiça dos EUA divulga novos documentos sobre o caso Epstein, revelando mais de 3 milhões de arquivos.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos liberou recentemente mais de 3 milhões de páginas relacionadas ao caso de Jeffrey Epstein, um bilionário acusado de liderar uma extensa rede de tráfico sexual. Essa nova documentação está sendo analisada por jornalistas e organizações da sociedade civil.

O ex-presidente Donald Trump, ao ser questionado sobre os arquivos, afirmou que acredita ser hora de o país mudar de foco, alegando que as revelações não o comprometem. Ele também declarou que não leu os documentos, que incluem referências a aliados como Elon Musk e Howard Lutnick, seu ex-secretário de Comércio.

“Acho que está na hora de o país seguir em frente com outra coisa, agora que nada foi revelado sobre mim, exceto que é uma teoria da conspiração contra mim”, disse Trump.

Durante a coletiva, Trump teve uma interação tensa com uma repórter da CNN, desmerecendo seu trabalho e comentando sobre sua expressão facial. Essa postura não é inédita, já que o ex-presidente frequentemente critica jornalistas de veículos que considera adversários.

Trump também insinuou que Epstein conspirou contra sua candidatura em 2016, quando foi eleito presidente pela primeira vez. A relação entre os dois, que se conheciam desde os anos 1990, adiciona uma camada de complexidade às investigações em andamento.

Caso Epstein

As investigações revelaram que Epstein abusou de dezenas de meninas menores de idade no início dos anos 2000. Ele foi preso em 2019, mas morreu sob circunstâncias controversas dentro da prisão, com as autoridades concluindo que se tratou de um suicídio.

Os novos arquivos mencionam várias personalidades e celebridades que estavam ligadas ao círculo de Epstein, além de trazer referências ao Brasil. A documentação expõe ainda os métodos coercitivos utilizados pelo bilionário, que incluíam o pagamento de quantias em dinheiro para que meninas se apresentassem em seus imóveis para realizar atos sexuais.

Entre 2002 e 2005, Epstein teria pago centenas de dólares a adolescentes, que eram também incentivadas a recrutar outras garotas. As acusações contra ele incluem relatos de que forçou mulheres a prestar serviços sexuais em sua ilha particular no Caribe e em suas residências em Nova York, Flórida e Novo México.

De acordo com o governo dos Estados Unidos, Epstein explorou sexualmente mais de 250 meninas menores de idade, um número alarmante que destaca a gravidade das suas ações e as implicações legais que ainda estão sendo desvendadas.

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