Antonio David Cattani apresenta livro e participa de bate-papo com Giba Assis Brasil em Porto Alegre

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Lançamento de obra literária aborda temas contemporâneos e reflexões sobre a América Latina.

A obra ‘O nome da ilha/El nombre de la isla’ será lançada no próximo sábado, 20, às 16h, na Livraria Clareira, localizada na Rua Henrique Dias, 111, no bairro Bom Fim, em Porto Alegre. O autor, Antonio David Cattani, que é também professor universitário e pesquisador, estará presente para uma sessão de autógrafos e um bate-papo com o diretor e roteirista Giba Assis Brasil.

Este livro apresenta uma narrativa dupla que combina um thriller judicial e familiar de alta tensão com uma reflexão profunda sobre as feridas abertas na América Latina. Publicado pela editora gaúcha Casa de Astérion, a obra é bilíngue, em português e espanhol, e visa promover a aproximação cultural entre os países da região.

A coordenação editorial é de Rafael Bassi, enquanto Diego Zanella atua como editor-chefe e Gabriela Petit é responsável pela tradução. O conteúdo do livro provoca reflexões sobre temas como colonialismo, exploração econômica, devastação ambiental e as marcas deixadas pela história na América Latina.

A narrativa gira em torno de duas famílias milionárias que chegam a uma ilha na fronteira imaginária entre Argentina e Chile, na Terra do Fogo. Matéo Lavik, um argentino herdeiro de uma parte da ilha onde um hotel de luxo hoje se encontra abandonado, e Esteban Valdéz-Mont, um chileno que também é herdeiro, se reúnem para resolver uma sociedade marcada por conflitos não superados ao longo de duas décadas.

No prefácio, Giba Assis Brasil destaca que a ilha transcende seu papel geográfico, tornando-se uma entidade moral. Ele afirma que “metaforicamente, a ilha sem nome no paralelo 54 confronta os indivíduos com a história real da região e do continente”.

Além disso, a obra utiliza metalinguagem para expandir seu significado. Cattani revela que a história é uma ficção que se desenrola como um filme dentro da narrativa, refletindo a realidade crua e violenta do mundo contemporâneo. Ele enfatiza que “o cinema e a ficção literária não são apenas entretenimento, imagens ou palavras. São construções de sentido, os heróis e os traidores, as crises, as vitórias e a memória do mundo”.

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