Transporte planeja submeter quatro editais ferroviários ao Tribunal de Contas da União em 2026
Governo federal planeja enviar quatro editais ferroviários ao TCU até o final de 2026.
O ministro dos Transportes, George Santoro, anunciou que o governo federal pretende encaminhar ao Tribunal de Contas da União (TCU) quatro editais de projetos ferroviários ainda no segundo semestre de 2026. A declaração foi feita durante um evento da concessionária Rumo em Dom Aquino, Mato Grosso.
Os editais que serão enviados para análise incluem o Corredor Ferroviário Leste-Oeste, a Malha Sul, a ligação Açailândia-Barcarena e a ferrovia de passageiros entre Luziânia (GO) e Brasília (DF). Este procedimento é uma etapa obrigatória antes da publicação dos editais e da realização dos leilões, onde a Corte de Contas examina a modelagem técnica, econômica e jurídica dos projetos.
Entre os projetos, o Corredor Ferroviário Leste-Oeste tem como principal objetivo integrar a produção agrícola e mineral do Centro-Oeste aos portos do Nordeste. Ele visa conectar Lucas do Rio Verde (MT) ao Porto Sul, em Ilhéus (BA), unindo a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol).
A Malha Sul abrange a rede ferroviária dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A nova modelagem proposta busca modernizar a infraestrutura, aumentar a capacidade de movimentação de cargas e recuperar trechos subutilizados, além de se integrar com corredores logísticos nacionais.
O trecho Açailândia-Barcarena vai ligar o entroncamento da Ferrovia Norte-Sul, em Açailândia, ao Porto de Vila do Conde, em Barcarena (PA). Essa ferrovia é projetada para abrir uma alternativa de acesso ao Arco Norte, facilitando o escoamento de grãos, combustíveis, fertilizantes e outras cargas.
No que diz respeito à concessão Luziânia-Brasília, o foco é o transporte de passageiros, utilizando a infraestrutura ferroviária já existente. O projeto prevê atender municípios do Entorno Sul do Distrito Federal, como Valparaíso de Goiás e Cidade Ocidental.
O anúncio reafirma a intenção do governo de avançar com a etapa de análise no TCU ainda em 2026; no entanto, não foram divulgados valores, cronogramas de leilões ou prazos para a implementação dos projetos.
