França amplia alerta máximo em departamentos devido à intensa onda de calor

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França enfrenta recorde de alerta vermelho devido à onda de calor extrema.

O governo francês anunciou que 49 departamentos estarão sob alerta vermelho por causa da intensa onda de calor que atinge o país. A declaração foi feita pelo ministro da Transição Ecológica, Mathieu Lefèvre, durante uma visita à estação meteorológica Météo-France, em Saint-Mandé, próximo a Paris.

Além dos 49 departamentos em alerta vermelho, outros 40 permanecerão sob alerta laranja. As previsões indicam que as temperaturas poderão chegar a 41°C em algumas regiões, gerando preocupação entre as autoridades e a população.

Com o alerta vermelho, aproximadamente 35 milhões de pessoas serão afetadas, o que representa mais de 90% da população francesa sob vigilância. Este é um novo recorde, superando o anterior de 35 departamentos em alerta vermelho, registrado na semana passada.

O ministro também alertou sobre o risco de incêndios florestais, afirmando que a próxima semana pode trazer mais departamentos para o alerta vermelho, devido ao ressecamento do solo e aos ventos fortes.

Álcool proibido durante a Festa da Música

Lefèvre descreveu a onda de calor como “particularmente intensa e precoce”, enfatizando a necessidade de medidas de precaução e mobilização dos serviços públicos. Uma dessas medidas foi a proibição do consumo de álcool durante a Festa da Música, realizada no domingo, para evitar sobrecarga no sistema de saúde.

Os próximos dias devem ser extremamente quentes, com expectativa de recordes de temperatura, sem previsão de queda antes do final da semana. A Météo-France classificou a situação como uma “onda de calor excepcional”, comparável à severidade da onda de calor de agosto de 2003.

Essa situação impacta também os estudantes do último ano do ensino médio, que realizarão suas provas orais a partir de segunda-feira, exigindo ajustes nas disciplinas. Lefèvre mencionou que há departamentos onde o trabalho à tarde se tornou inviável.

Como resultado, 845 escolas e faculdades estarão fechadas na segunda-feira, enquanto outras 1.800 modificarão seus horários, liberando os alunos mais cedo, conforme anunciado pelo ministro da Educação.

“Dilema” do ar-condicionado

Em relação ao uso de ar-condicionado, Lefèvre afirmou que o governo não descarta essa opção, considerando-a uma ferramenta útil para autoridades locais e empresas. No entanto, ele ressaltou que deve ser usada em conjunto com outras estratégias de adaptação a longo prazo.

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