Ociosidade nos frigoríficos pode impactar preços da arroba em curto prazo
Pressão nas cotações da arroba marca o mercado do boi gordo.
O mercado físico do boi gordo enfrenta uma semana desafiadora, com pressão nas cotações da arroba. Mesmo com a dificuldade na composição das escalas de abate pelos frigoríficos, os preços continuam a ser testados em níveis mais baixos.
A indústria está atenta ao esgotamento da cota destinada pela China, que é de 1,106 milhão de toneladas para compras do Brasil neste ano. O preenchimento dessa cota está previsto para ocorrer entre junho e julho, o que poderá provocar uma ausência temporária do principal mercado para a carne bovina brasileira.
Com a perspectiva de um cenário mais complicado, os frigoríficos tendem a ajustar a quantidade de animais abatidos diariamente. Isso pode resultar em um aumento da capacidade ociosa e na redução dos turnos de abate, buscando adequar-se à nova realidade de demanda.
Variação da arroba do boi na semana
No dia 18 de junho, os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim distribuídos:
- São Paulo (Capital): R$ 350, baixa de 1,41% frente aos R$ 355 registrados no final da semana passada.
- Goiás (Goiânia): R$ 325, recuo de 4,41% ante os R$ 340 do final da semana anterior.
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 325, retração de 1,52% frente aos R$ 330 praticados no fechamento da semana passada.
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 342, queda de 0,8% ante os R$ 345 registrados no encerramento da última semana.
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 350, decréscimo de 2,78% perante os R$ 360 praticados na semana anterior.
- Rondônia (Vilhena): R$ 335, declínio de 2,90% em relação aos R$ 345 registrados anteriormente.
Mercado atacadista
O mercado atacadista se manteve estável durante a semana, segundo analistas do setor. No entanto, há expectativa de recuperação dos preços, especialmente com a aproximação de eventos esportivos importantes, como os jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo.
Um dos principais obstáculos para uma elevação mais significativa nas cotações é a menor competitividade da carne bovina em relação a outras proteínas, como a carne de frango.
- Quarto do dianteiro: precificado a R$ 21,70 por quilo esta semana.
- Cortes do traseiro bovino: cotados a R$ 27 por quilo.
Exportações de carne bovina
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil totalizaram US$ 850,786 milhões em junho até o momento, com uma média diária de US$ 94,531 milhões. A quantidade total exportada pelo país alcançou 129,685 mil toneladas, com uma média diária de 14,409 mil toneladas.
O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6.560,40. Em comparação a junho de 2025, houve um aumento de 44% no valor médio diário das exportações, um ganho de 19,6% na quantidade média diária exportada e um avanço de 20,4% no preço médio.
