Biblioteca Pública do Rio Grande do Sul passa por reformas que priorizam acessibilidade e climatização
Investimento de R$ 12,6 milhões assegura a modernização da Biblioteca Pública do Estado
A restauração da Biblioteca Pública do Estado (BPE), ligada à Secretaria da Cultura, está em pleno andamento. Com um investimento do governo estadual superior a R$ 12,6 milhões e previsão de conclusão para o primeiro quadrimestre de 2027, as obras incluem não apenas atualizações estruturais, mas também melhorias na climatização e acessibilidade.
Durante o processo de revitalização, o acesso pela Rua Riachuelo está temporariamente interrompido. O atendimento ao público está sendo realizado na Gibiteca, localizada na lateral do edifício, com entrada pela Rua General Câmara, em Porto Alegre.
As ações de recuperação abrangem diversas melhorias essenciais, como a modernização da rede elétrica, a instalação de um novo sistema de climatização e controle de umidade, além da execução do Plano de Prevenção e Proteção contra Incêndio (PPCI). Um elevador novo será instalado, e os sanitários serão adaptados para uso de pessoas com deficiência.
A BPE é reconhecida como um espaço cultural vibrante, fundamental para a troca de conhecimentos e o acesso à informação. A otimização de suas instalações promete estreitar ainda mais a relação da comunidade com a literatura e os livros. Com um ambiente mais acolhedor e acessível, a expectativa é que a instituição se torne ainda mais atrativa.
Além das melhorias funcionais, o projeto de restauração inclui a estabilização de forros de estuque e a recuperação de pisos de madeira, fachadas principais e elementos do pátio interno, como a fonte e a escadaria metálica que leva ao segundo pavimento. Para garantir a segurança e a integridade do edifício durante as obras, foi necessário um fechamento parcial temporário do prédio.
Valorização do patrimônio cultural
Essas intervenções são parte de um esforço contínuo do governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura, para revitalizar a BPE. Desde 2021, já foram investidos mais de R$ 19 milhões em melhorias, incluindo a restauração de fachadas, mobiliário e pinturas murais no hall de entrada e na sala de leitura.
As obras de restauração focaram em recuperar elementos artísticos que estavam ocultos sob camadas de tinta, permitindo que o público redescobrisse a estética original desses espaços. O projeto foi concluído em 2025, devolvendo ao hall e à sala de leitura suas características artísticas genuínas.
Tombado em 1986 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado e em 2000 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o prédio da BPE foi projetado pelos engenheiros Afonso Hebert e Teófilo Borges de Barros. Sua arquitetura reflete influências do positivismo e do movimento eclético, incorporando elementos de diferentes períodos históricos.
As pinturas decorativas internas trazem referências a várias correntes artísticas, desde o Egito Antigo, no Salão Egípcio, até o barroco, na Sala Borges de Medeiros, e a arte árabe, presente no Salão Mourisco. Considerado um dos edifícios mais requintados do Rio Grande do Sul, a BPE foi concebida como um verdadeiro palácio da literatura, preservando um vasto acervo de conhecimento literário.
A decoração do espaço é resultado do trabalho de artistas renomados, como os pintores Fernando Schlater e S. Incerpi e os escultores Alfred Adloff, Eduardo de Sá e Giuseppe Gaudenzi, que contribuíram significativamente para a riqueza estética da biblioteca.
