Jorginho defende chapa pura do PL com De Toni e Carlos para o Senado em SC
Conflito interno no PL de Santa Catarina pode afetar candidaturas ao Senado.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, confirmou seu apoio à deputada federal Caroline de Toni, do PL, para a candidatura ao Senado nas eleições deste ano. Essa decisão pode deixar o atual senador Esperidião Amin, do PP, fora da chapa, gerando tensões dentro do partido.
Durante um evento da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado em Brasília, Mello expressou seu desejo de manter uma chapa puramente do PL, que incluiria De Toni e Carlos Bolsonaro. Essa movimentação contraria os planos do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que já havia estabelecido um acordo com o presidente do PP, Ciro Nogueira, para apoiar a reeleição de Amin, o que inviabiliza a candidatura de De Toni.
Para discutir a situação, Jorginho e De Toni têm uma reunião agendada com Valdemar. A deputada, que também preside a Frente Parlamentar, declarou que pode considerar deixar o partido se não obtiver o apoio necessário. Ela mencionou que Valdemar indicou que não há espaço para uma candidatura ao Senado em Santa Catarina.
Caroline de Toni revelou que já recebeu propostas de seis partidos para uma possível filiação, incluindo Avante, Podemos, PRD, Novo, MDB e PSD, demonstrando sua disposição em buscar alternativas caso a situação no PL não se resolva a seu favor.
Divisão entre PL e Centrão
A relação entre o governo de Santa Catarina e o Centrão se deteriorou após o apoio de Jorginho a Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Carlos anunciou sua pré-candidatura ao Senado em outubro de 2025, após transferir seu domicílio eleitoral para o Estado.
Antes da entrada de Carlos na disputa, os principais candidatos ao Senado eram De Toni e Amin, representando o Centrão. A configuração atual sugere uma chapa com De Toni e Carlos, o que deixaria o senador do PP de fora da disputa.
Atualmente, a terceira vaga no Senado é ocupada por Jorge Seif, também do PL, que foi eleito em 2022 e tem mandato até 2030, complicando ainda mais a situação para os candidatos do Centrão em Santa Catarina.
